quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Um dia, irei lá chegar.

Por muito que não o queira admitir, ou que desejasse ter sido de outra forma, sou uma daquelas pessoas que fica a pensar no que os outros dizem durante algum tempo - "será que devia mudar?" "será que eles têm razão?" "estarei gorda?" "o que irão eles pensar?".
É, este não é, de todo, o exemplo que quero deixar aos outros. Lembro-me de ser mais nova e de me privar de coisas que gostava. Durante as refeições, tentava não comer muito, não queria que parecesse mal nem que achassem que iria engordar por causa disso. Algo, definitivamente, não estava bem comigo. Que ideia tão errada, deixar que a sociedade decidisse a pessoa em que eu me tornaria ou, pior, que julgasse o que quer que fosse. Mas essa era eu. E, depois, como tinha comido tão pouco, acordava a meio da noite com imensa fome, ou então deitava-me de estômago vazio, e não adormecia enquanto não comesse - e, como me havia privado disso durante todo o dia, era impossível comer só "qualquer coisita".
Felizmente, ao longo destes anos, tenho conseguido ganhar algum amor próprio. Não é, nunca foi e nem será mais fácil. Mas aprendemos a tornar-nos mais fortes a cada dia. Caso contrário, o mundo derruba qualquer expectativa, esperança ou vontade. 
Decidi, com toda a força que os obstáculos da vida me proporcionaram, que iria cuidar de mim. Não me quero privar de nada. Se há algo que me apetece, naquele momento, devo comer. Desde que tudo seja equilibrado, sem exageros, está tudo bem. Agora, tento conciliar uma alimentação saudável com exercício físico, equilíbrio, coisas que me fazem bem e coisas que fazem bem ao meu coração. Nem sempre é fácil, é que eu sempre fui das pessoas mais saudaveis que conheço e, mesmo assim, a balança continua a não mostrar os valores que eu desejo. A diferença é que, hoje, aceito o facto de que cada organismo funciona de forma diferente, uns mais lenta e outros mais rapidamente. Aquilo que realmente interessa, no final do dia, é que olhes para dentro de ti e percebas que te sentes bem. Gostas do que vês, do que és e do que fazes. Que sensação boa. 
Um dia, irei lá chegar.

sábado, 7 de julho de 2018

A um passo de ser finalista.

Não sei bem como, mas 3 anos já se passaram. A verdade é que, na correria daquilo que pareceu passar num piscar de olhos, não foi fácil. Foram muitas viagens cansativas, muitos "volto já", muitos abraços com sabor a "quero voltar". E ainda não acabou. Ainda tenho muito que remar. Mas já só falta um ano. Depois, estarei por minha conta, a lutar e a dar o melhor de mim. Parte de mim quer que esse dia chegue rápido, a outra parte tem receio dos "nãos" do mundo. Mas, a verdade, é que ao longo destes anos me tornei numa pessoa muito mais independente, mais autónoma, mais segura de mim. E tenho tanto orgulho nisso. Tanto orgulho na mulher em que me estou a tornar e na profissional que um dia serei. Que o futuro nos sorria sempre, e nós para ele também.

O melhor do meu mundo.

Só te tenho a agradecer por seres o melhor do meu mundo. Obrigada por estares sempre lá, por não deixares que os dissabores da vida nos afastem. Obrigada por escolheres ouvir-me e por me permitires ouvir-me a mim mesma também. Obrigada pelas pequenas coisas, pelos gestos mais simples. Obrigada por seres tão tu e me deixares ser tão eu. Obrigada por optares pela comunicação, pelas oportunidades. E obrigada, também por me permitires tornar-me numa pessoa melhor a cada dia. Temos vindo a crescer em conjunto. 
Não quero que mudemos o que somos, mas que nos ajustemos, que saibamos ouvir-nos, adaptar-nos e ceder de vez em quando. Que seja sempre assim.
Looking forward to spend the rest of my life right next to you.

domingo, 1 de julho de 2018

"Sober"

Não sei se já ouviram a nova música da Demi Lovato - Sober. Eu já. Vezes sem conta. E não me canso. E continuo a emocionar-me como da primeira vez.
Assim que vi um post sobre o seu lançamento, com aquele título e com aquela foto de cartaz, pensei para mim: "esta vai ser forte". E foi mesmo.
Não sou muito de me emocionar com filmes ou músicas, costumo ser boa a guardar o que sinto para mim e, quando algo me emociona, corrói-me mesmo por dentro, forma-se um nó na minha garganta mas raramente isso passa cá para fora. Com esta música passou. Assim que ouvi a letra comecei a chorar. Por motivos distintos, mas retrata tanto do que sinto. Fez-me sentir que não sou só eu, que não estou sozinha. Não sou só eu que mudo de humor a cada 5 minutos, não sou só eu que tento com tudo e que volto a falhar. Sei lá, bateu mesmo forte. Senti tudo outra vez. Tudo.
Tenho imenso orgulho nela. Na história dela e na pessoa em que ela se está a tornar. Uma força que não se mede em palavras. E acho que ela não sabe disso. Espero que um dia descubra e se ame como tanta gente a ama.

Aqui fica o link: https://www.youtube.com/watch?v=vORIohoI4m0&list=RDMMvORIohoI4m0&start_radio=1 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Preciso de parar e respirar.

Preciso de parar e respirar. A este ritmo, estou a perder-me. Preciso de um tempo. De tempo para mim.
Ando a trabalhar no meio de horários confusos em que, muitas vezes, tenho de dormir 4h para estar lá novamente na manhã seguinte. Como se isso não bastasse, quando chego a casa tenho de fazer os trabalhos chatos, as folhas, as reflexões, as pesquisas intermináveis. Estou desgastada. E todo este desgaste não me está a deixar tirar proveito de um dos melhores estágios da minha vida - o mais atarefado, mais trabalhoso, mais árduo - mas o melhor.
Tenho a noção de que me esforço demasiado durante a semana. O resultado disso é que, quando chego a casa de fim de semana, estou completamente de rastos.
E isso não é bom, nem me permite desfrutar daquilo que mais queria.
Quero que esta fase passe rápido para que eu possa restabelecer as energias de que tanto preciso e quer, principalmente, aprender a desculpar-me, a deixar-me errar e a dar-me tempo e espaço, para mim e para o que me faz feliz.
Com calma, tudo se faz.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Calma, já faltou mais.

Quando acordei, nem queria acreditar que ainda é terça-feira. 
Eu sei que tenho de aproveitar esta fase, tenho de viver o momento e de fazer por criar boas memórias. Eventualmente, vou pedir que o tempo volte atrás para reviver tudo de novo. Mas hoje sinto-me nostálgica. Tenho saudades de casa. Sinto falta dos abraços apertados. 
Talvez amanhã seja diferente. 
Mas, hoje, só queria voltar para os braços deles. Há dias assim e hoje é um daqueles dias em que Viseu não me aquece tanto. Sinto-me sozinha aqui. Mas é apenas uma fase. Faltam 5 semanas e eu vou poder desfrutar das férias de verão, dando  verdadeiro sentido à frase "como se fossem as últimas", porque serão, realmente. Será a última vez que terei 2 meses de férias seguidos, e eu prometo aproveitar da melhor forma. 
Que cheguem rápido, estou a precisar de recarregar energias.

domingo, 3 de junho de 2018

Ele, a força que nos une e que nos fará chegar longe.

Sobre ele e sobre a nossa força, que nos agarra ao presente e prende ao futuro.
Ainda que o mundo, muitas vezes, nos veja pequeninos, aos meus olhos, somos grandes. Ainda que, de vez em quando, nos olhem de lado, com aquele olhar de quem pensa em segredo "que ingénuos, sabem tão pouco", fomos construindo um saber nosso. Eu o meu, tu o teu e, com as experiências um do outro, criámos o nosso. Sonhamos alto, é certo, mas sabemos colocar os pés bem assentes na terra ao mesmo tempo que o fazemos. Sabemos ser as crianças que todos os adultos deviam ser. Perspetivamos um futuro melhor, sem esquecer de valorizar o presente. Sabemos olhar um pouco mais além, e não só para o agora. Ponderamos, pensamos e, no meio de tudo isso, também sonhamos muito. No nosso mundo perfeito, daqui a uns tempos, viveremos juntos, teremos a nossa casa, o nosso jardim, os nossos cãezitos e muito amor. Os melhores dias da semana serão aqueles em que, quando chegarmos a casa, o outro vai estar lá, à nossa espera, pronto para nos aconchegar e dizer "eu estou aqui", depois de um dia esgotante. 
Às vezes, somos nós quem complica o que era tão simples, tão fácil. As vidas atarefadas roubam o prazer às coisas simples, às pequenas coisas. E é nosso dever não deixar que nada nem ninguém nos torne menos do que tudo, menos do que ansiamos, sonhamos ou lutámos. 
E, mesmo que o futuro não seja nada daquilo que imaginamos, gosto de olhar para o presente como os blocos da casa que estou a construir. 
Precisamos de tornar essa casa sólida, resistente e, por essa razão, a vida coloca-nos à prova e deixa uns quantos obstáculos pelo caminho. Faz parte, é assim que crescemos. 
E, enquanto os outros julgam os nossos sonhos, tornamo-nos mais fortes, ambicionamos lutamos pelos nossos objetivos, sem deixar que a vida passe num piscar de olhos. 
E que nos renovemos. Que tenhamos sempre razões para lutar. E, ainda, quando o presente não parecer tão forte assim, que nos lembremos que nenhum futuro se fez sem um agora. 

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...