quarta-feira, 20 de junho de 2018

Preciso de parar e respirar.

Preciso de parar e respirar. A este ritmo, estou a perder-me. Preciso de um tempo. De tempo para mim.
Ando a trabalhar no meio de horários confusos em que, muitas vezes, tenho de dormir 4h para estar lá novamente na manhã seguinte. Como se isso não bastasse, quando chego a casa tenho de fazer os trabalhos chatos, as folhas, as reflexões, as pesquisas intermináveis. Estou desgastada. E todo este desgaste não me está a deixar tirar proveito de um dos melhores estágios da minha vida - o mais atarefado, mais trabalhoso, mais árduo - mas o melhor.
Tenho a noção de que me esforço demasiado durante a semana. O resultado disso é que, quando chego a casa de fim de semana, estou completamente de rastos.
E isso não é bom, nem me permite desfrutar daquilo que mais queria.
Quero que esta fase passe rápido para que eu possa restabelecer as energias de que tanto preciso e quer, principalmente, aprender a desculpar-me, a deixar-me errar e a dar-me tempo e espaço, para mim e para o que me faz feliz.
Com calma, tudo se faz.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Calma, já faltou mais.

Quando acordei, nem queria acreditar que ainda é terça-feira. 
Eu sei que tenho de aproveitar esta fase, tenho de viver o momento e de fazer por criar boas memórias. Eventualmente, vou pedir que o tempo volte atrás para reviver tudo de novo. Mas hoje sinto-me nostálgica. Tenho saudades de casa. Sinto falta dos abraços apertados. 
Talvez amanhã seja diferente. 
Mas, hoje, só queria voltar para os braços deles. Há dias assim e hoje é um daqueles dias em que Viseu não me aquece tanto. Sinto-me sozinha aqui. Mas é apenas uma fase. Faltam 5 semanas e eu vou poder desfrutar das férias de verão, dando  verdadeiro sentido à frase "como se fossem as últimas", porque serão, realmente. Será a última vez que terei 2 meses de férias seguidos, e eu prometo aproveitar da melhor forma. 
Que cheguem rápido, estou a precisar de recarregar energias.

domingo, 3 de junho de 2018

Ele, a força que nos une e que nos fará chegar longe.

Sobre ele e sobre a nossa força, que nos agarra ao presente e prende ao futuro.
Ainda que o mundo, muitas vezes, nos veja pequeninos, aos meus olhos, somos grandes. Ainda que, de vez em quando, nos olhem de lado, com aquele olhar de quem pensa em segredo "que ingénuos, sabem tão pouco", fomos construindo um saber nosso. Eu o meu, tu o teu e, com as experiências um do outro, criámos o nosso. Sonhamos alto, é certo, mas sabemos colocar os pés bem assentes na terra ao mesmo tempo que o fazemos. Sabemos ser as crianças que todos os adultos deviam ser. Perspetivamos um futuro melhor, sem esquecer de valorizar o presente. Sabemos olhar um pouco mais além, e não só para o agora. Ponderamos, pensamos e, no meio de tudo isso, também sonhamos muito. No nosso mundo perfeito, daqui a uns tempos, viveremos juntos, teremos a nossa casa, o nosso jardim, os nossos cãezitos e muito amor. Os melhores dias da semana serão aqueles em que, quando chegarmos a casa, o outro vai estar lá, à nossa espera, pronto para nos aconchegar e dizer "eu estou aqui", depois de um dia esgotante. 
Às vezes, somos nós quem complica o que era tão simples, tão fácil. As vidas atarefadas roubam o prazer às coisas simples, às pequenas coisas. E é nosso dever não deixar que nada nem ninguém nos torne menos do que tudo, menos do que ansiamos, sonhamos ou lutámos. 
E, mesmo que o futuro não seja nada daquilo que imaginamos, gosto de olhar para o presente como os blocos da casa que estou a construir. 
Precisamos de tornar essa casa sólida, resistente e, por essa razão, a vida coloca-nos à prova e deixa uns quantos obstáculos pelo caminho. Faz parte, é assim que crescemos. 
E, enquanto os outros julgam os nossos sonhos, tornamo-nos mais fortes, ambicionamos lutamos pelos nossos objetivos, sem deixar que a vida passe num piscar de olhos. 
E que nos renovemos. Que tenhamos sempre razões para lutar. E, ainda, quando o presente não parecer tão forte assim, que nos lembremos que nenhum futuro se fez sem um agora. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Sobre a vida.

Sobre a vida que, por vezes, nos prega partidas e nos tira o chão. Sobre a vida que nos faz acreditar e desacreditar no momento a seguir. Sobre a vida que nos dá esperança e que, de repente, desmorona. Sobre a mesma vida que nos assusta, mas que nos dá tanto. 
Agradeço, todos os dias, pela oportunidade de ver nascer um novo sol. Agradeço por poder contribuir, dia após dia, nem que seja por um ínfimo segundo apenas, para ver o outro sorrir. Mesmo quando não estou bem, tento estar bem ao pé do outro. Tento ser bem. Fazer sorrir. É que a vida já nos dá tantos desgostos... porque não mudar o dia de alguém? E que comece em nós mesmos, sempre.
Neste momento, atravesso mais uma fase - de incertezas, de medo e de algum receio no que possa advir. Contudo, decidi viver um dia de cada vez, aproveitar, fazer pelo meu bem-estar e cuidar de mim. O resto virá com o tempo. A vida trará o que tiver de trazer e eu vou enfrentar o que tiver de enfrentar. Por isso, bola para a frente, hoje e sempre!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ser-se demasiado dada aos outros.

Sou uma pessoa demasiado dada aos outros -  aos outros, às suas causas e à sua dor. E sei que é, em parte, isso que me torna na pessoa que sou e que, um dia, me irá transformar na profissional que sempre desejei ser. É esse amor pelos outros que nos distingue dos demais, porque só assim podemos cuidar do outro -  colocando-nos no seu lugar, criando uma relação empática que leva o outro a confiar, a desabafar, a sentir-se seguro.

No entanto, insisto em ser assim com o resto do mundo também. E é este que, de vez em quando, sente que me tem como garantida e me magoa por isso mesmo. Deixo-me levar por causas que não são minhas. Enquanto defendo os outros, percebo que, às vezes, eles não querem ser defendidos. Mas só depois entendo que as minhas boas intenções nem sempre são bem interpretadas. E... como isso dói.

Vivi grande parte da minha vida na tentativa de fugir da dor que eu própria criara. E agora, como se isso não fizesse parte integrante da vivência humana, tenho medo que os outros se sintam daquela mesma forma que eu, um dia, também me senti. E luto, luto por eles, para eles e mais do que eles.

Esqueço-me é que nem todos têm bom coração e que, às vezes, aquilo que fazemos é interpretado de forma diferente por cada um. A lição, desta vez, é a de que nós sempre vemos nos outros o retrato de nós mesmos. Se fazemos o mal, veremos sempre o mal no outro. Se estamos magoados, teremos tendência a descarregar um pouco de dor no outro. E se somos de oportunidades e de valores, a nossa balança inclina sempre para o lado do perdão. 

Paremos para pensar e, por favor, valorizemos quem nos dá valor.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Que eu me mantenha fiel e mim mesma.

Vivo rodeada de pessoas que estão bem com o mal dos outros, e isso custa-me muito. Custa-me a entender ou a tentar compreender. Não percebo o que acrescenta a uma pessoa o insucesso do outro, ou aquilo que eles acham ser o insucesso do outro. Não gosto de "diz que disse" e de pessoas que falam nas costas dos outros. Que direito temos nós em julgar o outro e, para além disso, de tentar mudar a visão que outros têm acerca de certa pessoa? Não é correto, não é justo, e eu tenho visto muito isso a acontecer ultimamente.
Acho que, o pior, foi nunca esperar isso das pessoas. Pensei que seriam mais maduras nesta fase, menos cheias de dramas. Mas não são. São um tanto ao quanto frustrados, tanto que sentem necessidade de pegar e descartar, como quem deixou de gostar daquela camisola e a troca por outra. Como isso me entristece...
No entanto, por outro lado, estou tão orgulhosa de mim. Primeiro, orgulhosa de ser diferente desses que tanto se acham e, segundo, orgulhosa por não deixar que me afetem tanto quanto parecem querer. Acabam por magoar os meus e, consequentemente, isso magoa-me a mim. Mas rapidamente cheguei à conclusão que, quem não precisa de mim, não me acrescenta em nada. E estou tão bem com quem me faz bem. Chega-me, basta-me e afasta-me dessa imaturidade. Só desejava que crescessem um pouco e que parassem para pensar nas ações e nos partidos que decidem tomar. É que pequenos gestos fazem a diferença. E basta que os gestos sejam pequenos para magoar.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A pressão do ano a meio.

Estou naquela altura do ano em que a pressão é imensa. Falta menos de uma semana para que as frequências acabem. Logo de seguida começa o estágio. Aquele que me deixa sempre ansiosa. Mas acho que é normal. Sinto muito receio em errar - como se essa não fosse uma tarefa inerente ao ser humano. Errar faz parte e é mesmo assim que crescemos, que amadurecemos e que aprendemos.
Por outro lado, estou cheia de vontade de viver mais uma nova experiência, e de poder partilhar com os outros aquilo que aprendi, gostava de deixar a minha marca num mundo tão grande como aquele que é a obstetrícia e a pediatria. Tenho tantas expectativas. Quero ajudar a trazer bebés ao mundo, mas tenho tanto medo dessa responsabilidade.
Que vida tão bipolar a minha.
Mas está quase e eu só tenho de continuar a ser forte durante um pouco mais de tempo. Quando der por mim, vêm as férias grandes e, quando voltar a abrir e a fechar os olhos, serei finalista e desejarei para que a vida académica não termine tão cedo. Como assim tenho de procurar emprego, de arranjar uma casa, de ser totalmente independente? Será difícil. Mas, por agora... vou centrar-me no agora.
No presente e nas saudades que tenho do meu amor. Eu, com a escola, e ele com o trabalho, temos andado completamente desencontrados. Mas esta semana consegui, numa noite, aguentar o sono e esperei por ele para que lhe pudesse ligar. Desejei-lhe boa noite e desejei estar ali com ele. Mas não estava. E está tudo bem, porque um dia estarei.
Espero, por agora, que toda esta pressão não me deite a baixo, e que eu seja capaz de organizar tudo da melhor forma, a começar pela minha cabeça.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...