segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O futuro nunca estará garantido.

De vez em quando, perco-me em mim, principalmente na incerteza do que não aconteceu ainda. Acontece. E ainda bem que te tenho a meu lado para me guiar. Preciso de ti tantas vezes. Preciso de ti mesmo quando acho que consigo resolver tudo sozinha... aliás, é talvez nessa altura que me fazes mais falta. O nosso percurso não tem sido fácil... somos os mais unidos que conheço, resolvemos todas as desavenças a comunicar e em circunstância alguma ousamos faltar ao respeito um ao outro. E eu tenho muito orgulho em nós. 
Têm sido três anos maravilhosos, os melhores da minha vida, apesar dos obstáculos que surgiram, como consequência da vida. É claro que, de outra forma, não teria piada, seria tudo demasiado fácil, demasiado monótono. Mas temos ultrapassado tudo juntos. Dia após dia. E desta vez não será diferente. 
Agora, temos a audácia de olhar para trás e de ver o que conquistamos. Não sei se sabes o quão orgulhosa tudo me faz sentir. Os problemas que enfrentámos, por muito dolorosos que sejam em determinadas situações, foram vividos e enfrentados em conjunto. Não fui só eu. Não foste só tu. Talvez de forma diferente, mas ambos vivemos o que a vida achou que devíamos viver. No entanto, ambos soubemos levantar a cabeça e mostrámos estar preparados para o que desse e viesse. E, aos poucos, as coisas vão melhorando, os obstáculos têm-se tornado um pouco mais pequenos. E tudo porque fizemos o percurso de mãos dadas, mesmo quando eu estava longe, porque nos apoiamos mutuamente e porque envolvemos muito amor, muito carinho e muita dedicação à mistura. 
Na verdade, agora percebo que talvez as coisas não tenham mudado tanto assim, se calhar fomos nós que aprendemos a lidar com a situação de melhor forma. Se calhar os obstáculos não diminuíram, fomos nós que crescemos. E é assim que temos de enfrentar o que surgir. Porque a vida vai continuar a trazer notícias, problemas, situações, incógnitas (...). Cabe-nos a nós optar por ir ou ficar. E o futuro sempre será uma incógnita. Admiro-nos muito por isso - temos a perfeita consciência de que, amanhã, poderemos não estar mais juntos. Não sabemos o que o futuro nos reserva, por isso não nos tomamos como garantidos. E por mais clichê que este texto se torne, espero que o que temos seja eterno (dure a eternidade o tempo que durar).

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

É difícil de combater.

Gosto pouco destes dias. Muito pouco. Estava tão bem - por todas as razões e mais algumas, estava feliz. Estava a fazer novos planos e a estabelecer alguns objetivos. Mas depois, do nada, fiquei assim outra vez.
Não tenho vontade de fazer nada, mas quero fazer tudo. Quero sair de casa, fazer algo diferente, algo que me faça sentir útil. Mas, no entanto, não consigo. Só tenho vontade de ficar na cama, não consigo sair daqui. Queria ir ter com o Hugo e dar-lhe um abraço forte. Mas não consigo. É mais forte do que eu é impede-me de ser eu própria. O que é que eu faço?

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Pensa.

Já alguma vez pararam para pensar na porção de tempo do nosso dia em que não estamos agarrados a novas tecnologias?
Acordamos e qual é a primeira coisa que fazemos? Desligamos o despertador que, por norma, é programado pelo telemóvel. O mesmo que desbloqueámos e depressa investigamos para ver se surgiu alguma novidade durante a noite. Só depois nos levantámos. Tratamos das nossas coisas e quando vamos tomar o pequeno-almoço, levámos o pequeno amigo connosco. Dá-mos umas voltas pelo instagram, apreciamos as manhãs calorosas dos outros e, por vezes, até tentámos tirar uma daquelas fotos com um bom pequeno-almoço, para que todos vejam a sorte que temos. 
Entretanto, quando vamos, realmente, apreciar o momento, o pequeno-almoço já está frio, porque nos distraímos nas 20 fotos que tiramos. E depois seguimos à nossa vida - uns vão trabalhar, outros estudar... mas todos, sem exceção, percorrem o caminho com o olhar atento sobre aquele ecrã, não vá alguém ter ligado e eu não ter dado conta. E, quando há uma pausa, ao invés de irmos ali e desfrutarmos de um café com o colega do lado, vamos à bolsa e lá está ele outra vez - tirámo-lo do silêncio e começamos mais uma pesquisa. Ás vezes até fazemos um clique para mais uma foto, afim de que o resto do mundo veja o quão produtivo o nosso dia está a ser. Ou o quão divertido. Ou o quão aborrecido.
É claro que, com tudo isto, estou a exagerar. Nem eu própria, que prezo tanto os pequenos detalhes da vida, dou esta importância que realcei ao mundo virtual, mas, a verdade é que, sem nos darmos conta, às vezes passamos a linha e ficamos algum tempo perdidos ofline, quando poderíamos estar a aproveitar o melhor que a vida nos dá. E podem continuar a tirar muitas fotos, se isso vos fizer sentir bem. Por vezes, só queremos partilhar um pouco da nossa felicidade com alguém ou homenagear quem está ali ao nosso lado, e não existe mal nenhum nisso. Mas reflitam sobre aquilo que vale, realmente, a pena. E sejam felizes. Sejam muito felizes.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Depois do turno de 10h, sabe bem pensar que amanhã é quinta.

Ainda não tinha vindo aqui falar acerca do meu estágio, o melhor de sempre. Estou no centro de saúde, que é tudo menos "parado", como anteriormente julgava que seria.
Estou mesmo a adorar e, finalmente, sinto-me bem e integrada numa equipa. Assim dá-nos um gosto tão maior de vir trabalhar. A semana continua a custar, os dias são longos, as viagens para cá e para lá continuam a ser tão desgastantes como no primeiro dia. Mas a gratidão que se sente no final do dia, é inexplicável. Os utentes são, no geral, pessoas fantásticas, super afáveis e que só precisam de um pouco mais de afeto, que também tentamos transmitir, na medida do possível. E tenho-me sentido tão realizada.
Ainda hoje, depois de um dia exaustivo e pouco tempo antes de sair, levei com o abraço carinhoso de uma menina de 4 anos. Depois de lhe ter sido administrada uma vacina e de ter chorado um bocadinho, pediu-me que lhe lê-se uma história. Foi tão bom!
E neste serviço sinto que não somos "só" enfermeiros, somos enfermeiros com "E" grande que fazem a diferença e que desempenham papel de médico, de dentista, de optometrista, de psicólogo... e as pessoas, aos poucos, vão começando a reconhecer o nosso trabalho.
Mas hoje já é quarta e eu estou mesmo ansiosa para que o resto da semana passe e eu volte rápido para junto dos meus. Esta semana estou cá sozinha, o que dificulta ainda mais a passagem do tempo. Mas tudo se faz, tudo se consegue. Que sejamos sempre felizes.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mente atribulada, podes dar-me um descanso este ano.

É o primeiro dia de um novo ano. E começou de forma tão boa, tão aconchegante e tão divertida - começou em família (a melhor do mundo). Dançamos imenso, cantamos, abraçamo-nos e fomos genuinamente felizes. Como somos sempre que estamos juntos. Mas confesso que estávamos a precisar desta lufada de ar fresco e de boa disposição. 
No entanto, como se fizesse falta alguma, comecei a sentir-me ansiosa novamente. Fico frustrada e triste comigo mesma porque, num momento tão bom como este, não sou capaz de ser forte o suficiente para combater o que me está a magoar por dentro. Sou eu e esta minha vontade enorme de não sair da cama, de fazer suposições e de passar horas a pensar naquilo que nem aconteceu ainda. São as saudades do que já partiu e daquilo que nunca foi. Sinto-me tão bipolar. Estou ótima num instante mas, depois, fico num estado péssimo. E o pior é que tenho noção de tudo isso e sei que não deveria ser assim... não queria ser assim. Tenho tantos medos, tantos receios. E todos temos, eu sei. Mas, às vezes, eu não sou capaz de os fechar numa caixa e sair à rua sem eles. Não sei escondê-los, não pensar neles. Não sei adaptar-me a eles ou estar bem com eles. Insisto em levá-los comigo para todo o lado. Por isso, queria muito que este ano fosse diferente.

Que seja uma mensagem para a vida.

Um novo ano se avizinha e, com ele, novas promessas. Habituamo-nos a depositar a esperança em volta dos primeiros dias do ano, esquecendo-nos que ela também faz falta nos restantes dias. Criamos novos desejos, especulamos novas perspetivas e, depois dos primeiros dias passarem, tudo isso se varre, da mesma forma que o vento frio de inverno leva as folhas para longe. Eu compreendo que este seja um momento de começos, mas não compreendo que não seja tempo de recomeços. Fizemos tanta coisa bem no passado. Devíamos levar isso connosco para a vida, e não só para o ano novo. Amanhã começa um novo ano, mas o dia de amanhã não deixa de ser isso mesmo: um novo amanhã, assim como depois de amanhã e depois e depois. Por isso, se é para valer a pena, façam-no sempre. Comecem sempre que quiserem e voltem atrás quando for necessário. Os desejos de ano novo só se concretizam quando a cabeça leva a cabo as experiências do ano que passou. Sejam sempre felizes e transformem as coisas menos boas num futuro melhor. 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Merry everything.

O ano está prestes a terminar e há algumas coisas que eu gostaria de ver serem diferentes em 2018. 
Ainda tenho alguns dias de férias, mas o facto de, para a semana, ter de voltar para a cidade onde estudo, deixa-me ansiosa, receosa. Eu sei que é um medo ridículo, mas passo imenso tempo a pensar nisso. A pensar no facto de ainda ter um mais um ano pela frente, depois deste. Por vezes, questiono-me se serei capaz. Sou demasiado insegura, e isso magoa-me por dentro.
Mas queria aproveitar o novo ano  da melhor forma. É que todos os finais de ano a história se repete - desejamos por mil e uma coisa, como se nunca nada estivesse no lugar certo. E a verdade é que está. Está tudo onde devia estar. Por isso este ano espero ter mais tempo para saborear os detalhes da vida. Espero ser capaz de deixar as minhas inseguranças de parte, de vez em quando. Quero ter vontade de sair da cama e de enfrentar novos desafios. Quero continuar com o bom rumo que tenho definido. Quero levar comigo as boas coisas deste ano e duplicá-las. As menos boas espero que sirvam de lição, que sejam mais uma aprendizagem e que me façam crescer. Espero continuar a trabalhar para me tornar a melhor profissional, a melhor namorada, a melhor amiga, irmã e filha que posso ser. Quero dar o melhor de mim e saber reconhecer sempre que o fizer. Que eu tenha muito orgulho em mim, mesmo quando errar ou passar completamente ao lado.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...