domingo, 4 de novembro de 2018

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é ele a minha casa. A minha sorte grande. Faz de mim uma miúda tão parva, mas tão feliz. Daquelas que eu nunca pensei que seria, na verdade. 
É incrível como tudo é mais fácil quando estamos juntos. Não sei explicar, mas ele tem uma forma única de me tranquilizar, de me acalmar e de dizer "calma, eu sei que tu consegues" que me deixa, de todas as vezes, sem palavras.
Parte de mim sente um vazio quando ele sai, ou quando, aos domingos, lhe dou o último abraço da semana (o meu coração fica mesmo apertadinho). No entanto, a outra parte de mim sabe tão bem a sorte que tem, e agradece por isso do fundo do coração. Todos os dias. 
Não espero que o mundo entenda, nem que nos veja dependentes um do outro. Não somos. Estamos a crescer juntos. Ele chegou num momento bastante importante da minha vida, talvez aquele em que eu mais precisava dele, e isso tornou-nos muito próximos. Mas continuamos a ser duas pessoas diferentes em vários aspetos. Por vezes, como em todas as relações, desentendemo-nos. É que é sempre mais fácil desabafar com quem está perto, com quem ouve, e às vezes acabamos por descarregar nessas pessoas... depois sai tudo ao lado. Mas tenho tanto orgulho em nós e na forma como nos respeitamos um ao outro. É bom sentir que a outra pessoa para um pouco para te ouvir, mesmo que a sua opinião não vá ao encontro da tua. E nós prometemos, sempre, que, de todas as vezes, antes de ficarmos aborrecidos com alguma situação, vamos escutar. E vamos dar a nossa opinião sempre que o outro quiser ouvir. E é assim que tem de ser. É isso que faz com que a maior parte do tempo seja a rir. Sim, porque somos duas criaturas que só dizem barbaridades. E somos felizes assim mesmo.
És a minha casa. O meu porto de abrigo. Obrigada por me dares tanta força nestes momentos em que parece que o mundo está a desmoronar em cima de mim. És o melhor do mundo.

sábado, 27 de outubro de 2018

Desistir.

Não sou, de todo, pessoa de desistir. Sou de lutas e, quando desejo muito determinada coisa, esforço-me para a alcançar.  No entanto, tenho-me apercebido que algumas lutas não merecem o nosso esforço. Quando te deixa sem dormir, sem vontade ou sem forças, é sinal que algo não está tão bem. É sinal que deves parar, reavaliar e, com isso, perceber o que te faz mal e tentar mudar isso. Foi o que fiz. Desisti de algo que já só me causava stress, para dar lugar a algo melhor, que eu sei que há de vir. Se não for agora será mais tarde. Neste momento, tenho de tratar de mim, de arregaçar as mangas e de voltar a ser a pessoa que sempre fui - mais forte do que imagino. Que eu não desista, nunca, de mim.

domingo, 14 de outubro de 2018

Um turbilhão de emoções.

Estas duas últimas semanas têm-se destacado quanto às emoções. O último ano trouxe consigo muito trabalho (quando eu já achava que o anterior não era pouco), muito esforço, algumas divergências, muita vontade de uns e pouca de outros, o que, às vezes, nos faz bater de frente com a opinião do outro. Não tem sido fácil. Voltar à rotina das viagens longas, das semanas que demoram a passar, e das tarde de estudo que, contraditoriamente, passam a voar e me deixam com a sensação de que renderam pouco.
A vida continua, incrivelmente, a surpreender-me com a maldade, talvez inconsciente, dos outros. As pessoas, por muito que eu deseje pensar o contrário, acabam sempre por ver apenas o seu umbigo. Fazem pouco e querem sempre muito. Dão pouco de si e exigem tanto dos outros. Eu gostava de lhes abrir um pouco os olhos, para o bem deles e para o bem do mundo que os rodeia. Mas, às vezes, perco a paciência. E, ultimamente, tenho perdido muito a paciência. Opto por ficar na minha zona de conforto, ou digo tudo ou não digo nada. Prefiro ficar sozinha a ter de explicar pontos de vistas a quem não os tenta, sequer perceber.
Mas isso não me tem feito bem. Tenho receio de vir a gostar mais de estar sozinha do que tudo o resto. No passado, isso não correu tão bem.
Mas agora só quero estar bem, dormir uma noite tranquila, em paz, e na certeza de que amanhã será um dia melhor. Porque vai ser.

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Último ano, resoluções para a vida toda.

Sou finalista. E parte de mim ainda nem acredita. Que bom que é ver tão perto o realizar de um sonho.
Este ano tenho um grande objetivo: manter-me longe de dramas. Bem longe, aliás. Na verdade, há tanta coisa que eu gostava de dizer a tanta gente. Mas, quando paro para pensar, percebo que isso não vai mudar nada e até pode, pelo contrário, piorar algumas situações. Por essa razão, decidi ser mais forte e deixar algumas coisas no passado. Quero aproveitar ao máximo o meu último ano académico. Não sei o que a vida me reserva, mas sei que os tempos de licenciatura em enfermagem não voltam, por isso quero tirar o melhor proveito e aprender com os melhores, todos os dias.
Durante estas férias, percebi que o mundo ao nosso redor fala muito, mas faz muito pouco. Enquanto estive em recuperação da cirurgia, recebi imensas mensagens que diziam algo semelhante a "para a semana vou-te visitar" e fiquei tão feliz por sentir que tenho amigos preocupados com o meu bem-estar. A verdade é que nenhum apareceu e o "amanhã" continuava sempre a ser amanhã. Deixou-me um pouco triste, no início, porque me senti sozinha e porque não me via a não dar um abraço de carinho a algum amigo que passasse pelo mesmo. E o pior é que, se eles precisassem de alguma coisa, aí viriam sem hesitar. Mas o facto de não me terem vindo visitar não significa que não se preocupem comigo, eu sei disso. Talvez não tenham tido tempo, apenas isso. E está tudo bem. Agora, estou muito bem com isso. Só acho que devemos dedicar um pouco mais de nós àquilo que dizemos amar. Infelizmente, perdi um amigo. Quem me conhece de verdade sabe que, se alguém já foi meu amigo nalgum momento da minha vida, e por circustâncias da mesma a distância já não permite que mantenhamos o mesmo contacto, amigo é amigo. E para mim é para sempre. E custou. Mas é uma ferida que aprendemos a suportar, com o tempo. E aprendemos, igualmente, a valorizar coisas muito mais importantes. É por isso que, neste momento, estou bem. Estou de consciência tranquila porque sei que sou uma boa amiga, e faço sempre o que acho ser melhor para os meus.
Então, este ano, não vou deixar que nada me derrube - nem birras infantis, nem "diz que disse", nem dramas, nem narizes empinados, nem encontros que nunca são marcados, nem encontros que são marcados sem mim. Vou aproveitar e dar muito de mim à minha melhor companhia: eu própria.  Mas, acreditem, vou falar quando algo me magoar e se eu souber que posso mudar algo. Também vou calar quando sentir que não vale a pena. Mas não vou deixar que me pisem de novo. Vou continuar a valorizar as pequenas coisas e, essencialmente, as pessoas que me fazem bem. Sejam felizes, porque eu vou dar o melhor de mim para ser também.

terça-feira, 14 de agosto de 2018

Não temos a nossa casa mas podíamos ter.

Não temos a nossa casa mas podíamos ter. Em dias especiais, como este, gostamos de fazer coisas diferentes. De passear, de aproveitar os dois, de visitar sítios novos ou, simplesmente, de desfrutar da companhia um do outro. Temos uma tradição: tem de haver sempre uma espécie de jantar romântico. Os dois gostamos de cozinhar e de deixar um brilho especial nos pratos que fazemos. Eu costumo colocar um pouco de amor em tudo o que faço. E ele não fica nada atrás. E hoje é o nosso dia. E, ao invés de passar horas a pesquisar um restaurante cuja comida seja livre de glúten aqui por perto, onde existe sempre o receio de que, mesmo que o encontremos, venham umas mãos com farinha/massa/whatever e contaminem o meu prato... preferimos ser mais simples. Se vivêssemos juntos, uma boa refeição e umas velas não nos escapavam. Ah, se vivêssemos juntos não tinha de me despedir dele à noite nem de dizer "vai com cuidado, manda mensagem quando chegares". Mas... seria diferente. Melhor. Mais bonito.
Não tarda acordarei a teu lado. Que bom que vai ser.
Obrigada a ti, à pessoa que és e à pessoa que me fazes ser. É tão bom crescer contigo. Foram os 3 anos e 7 meses mais felizes da minha vida. Obrigada pela paciência, por cuidares tão bem de mim e por me lembrares que os dias menos bons não me definem. És o melhor do meu mundo.

domingo, 12 de agosto de 2018

Que dias intermináveis.

Estes dias têm sido bastante duros... não posso sair de casa e limito-me a estar sentada ou deitada todo o dia. Só quem me conhece sabe o que isso me faz sofrer. Gosto de fazer imensa coisa, de tirar o melhor proveito dos meus dias. Mas sinto-me tão presa. A minha sorte é que os meus pais estiveram de férias durante este período de recuperação mais difícil. Pelo menos não estive sempre sozinha. Mas pronto. Sinto falta de ser eu a tratar das minhas coisas. Eu adoro os meus pais com tudo o que tenho e sou a miúda mais grata por ter, verdadeiramente, a melhor família do mundo. Mas há dias em que já não me identifico com tudo isto. Adoro os jantares em família, as gargalhadas que damos quando estamos juntos e só saem disparates. Adoro o quão bem me fazem sentir e os abraços quentes da minha mãe. Adoro que adorem ter-me por perto. Adoro ver o meu irmão tornar-se no homem que qualquer rapariga deseja. Amo-os pelos valores incontestáveis que me transmitem diariamente.
No entanto, sonho cada vez mais em ter a minha casa, com os meus (mil) cães e o meu amor - é isso que faz sentido para mim neste momento. Já não me identifico com o cansaço, as tardes passadas no sofá... esse tipo de coisas que os pais têm o direito de fazer porque são os maiores trabalhadores. O facto de ter tido imenso tempo para pensar também não tem ajudado muito. Af, quero começar a andar outra vez!
A verdade é que já consigo usar apenas uma moleta, mas sinto necessidade de parar para descansar e esticar a perna frequentemente. Mas isto vai lá, já faltou mais.
Gostava de ter tido alguma visita de um ou outro amigo. O Hugo é o melhor do mundo... mesmo sem folgas e descanso, aparece aqui no final do dia, nem que seja só para me lembrar que está aqui. É o meu orgulho. E eu sei que durante estes dias as dores foram muitas e, por vezes, não havia paciência para estar com quer que fosse... mas talvez um abraço ou um ombro amigo me fizessem sentir melhor. Não sei. Eles têm as vidas deles. Eu compreendo.
Talvez eu esteja mais carente. Porque isto é o que acontece quando se está há 8 dias em casa, a ver as mesmas coisas e as mesmas pessoas, a quem tens de pedir tudo. 
Não são as melhores férias do mundo. Mas o lado positivo é que prefiro passar por isto agora a ter de faltar a aulas ou ao estágio. Por isso agradeço. Obrigada!
Ps: quero ver o mar, mas não posso apanhar sol.

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Eu sei, é só mais uma fase.

Parte de mim está muito feliz. Finalmente fiz a operação que prometia livrar-me de alguns problemas que têm vindo a atacar o meu joelho, provocando uma dor intensa há quase 3 anos. E estou verdadeiramente esperançosa de que tudo vai melhorar. Não tarda estou aí a fazer maratonas.
No entanto, por outro lado, uma parte de mim será sempre vulnerável. Muito vulnerável. O facto de conseguir fazer muito pouco, de passar grande parte do dia na cama ou no sofá está a dar cabo de mim. Gosto de me levantar cedo, de fazer as minhas coisas. Sou tão independente e, nestes dias, tenho dependido tanto dos outros... isso custa-me muito. Tento ter o maior cuidado com a alimentação, uma vez que não posso fazer exercício como antes, mas por vezes é difícil combater a carência que sinto. Quero estar com todo o mundo mas só me sinto bem sozinha, sem atrapalhar ninguém. Sinto que estou a engordar e só Deus e eu sabemos a forma como o que vejo no espelho me faz sentir.
Só quero que esta fase passe rápido, que volte depressa às minhas atividades, aos meus almoços coloridos feitos por mim, às minhas caminhadas e às saídas com ele. Tenho tantas saudades dele - tem tido imenso trabalho, vai trabalhar 3 emanas seguidas sem uma folga e anda completamente estourado. Como se não bastasse ainda tenta cuidar de mim. É o melhor do mundo.
Não está fácil. Mas há de ficar melhor, com o tempo.

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Um dia, irei lá chegar.

Por muito que não o queira admitir, ou que desejasse ter sido de outra forma, sou uma daquelas pessoas que fica a pensar no que os outros dizem durante algum tempo - "será que devia mudar?" "será que eles têm razão?" "estarei gorda?" "o que irão eles pensar?".
É, este não é, de todo, o exemplo que quero deixar aos outros. Lembro-me de ser mais nova e de me privar de coisas que gostava. Durante as refeições, tentava não comer muito, não queria que parecesse mal nem que achassem que iria engordar por causa disso. Algo, definitivamente, não estava bem comigo. Que ideia tão errada, deixar que a sociedade decidisse a pessoa em que eu me tornaria ou, pior, que julgasse o que quer que fosse. Mas essa era eu. E, depois, como tinha comido tão pouco, acordava a meio da noite com imensa fome, ou então deitava-me de estômago vazio, e não adormecia enquanto não comesse - e, como me havia privado disso durante todo o dia, era impossível comer só "qualquer coisita".
Felizmente, ao longo destes anos, tenho conseguido ganhar algum amor próprio. Não é, nunca foi e nem será mais fácil. Mas aprendemos a tornar-nos mais fortes a cada dia. Caso contrário, o mundo derruba qualquer expectativa, esperança ou vontade. 
Decidi, com toda a força que os obstáculos da vida me proporcionaram, que iria cuidar de mim. Não me quero privar de nada. Se há algo que me apetece, naquele momento, devo comer. Desde que tudo seja equilibrado, sem exageros, está tudo bem. Agora, tento conciliar uma alimentação saudável com exercício físico, equilíbrio, coisas que me fazem bem e coisas que fazem bem ao meu coração. Nem sempre é fácil, é que eu sempre fui das pessoas mais saudaveis que conheço e, mesmo assim, a balança continua a não mostrar os valores que eu desejo. A diferença é que, hoje, aceito o facto de que cada organismo funciona de forma diferente, uns mais lenta e outros mais rapidamente. Aquilo que realmente interessa, no final do dia, é que olhes para dentro de ti e percebas que te sentes bem. Gostas do que vês, do que és e do que fazes. Que sensação boa. 
Um dia, irei lá chegar.

sábado, 7 de julho de 2018

A um passo de ser finalista.

Não sei bem como, mas 3 anos já se passaram. A verdade é que, na correria daquilo que pareceu passar num piscar de olhos, não foi fácil. Foram muitas viagens cansativas, muitos "volto já", muitos abraços com sabor a "quero voltar". E ainda não acabou. Ainda tenho muito que remar. Mas já só falta um ano. Depois, estarei por minha conta, a lutar e a dar o melhor de mim. Parte de mim quer que esse dia chegue rápido, a outra parte tem receio dos "nãos" do mundo. Mas, a verdade, é que ao longo destes anos me tornei numa pessoa muito mais independente, mais autónoma, mais segura de mim. E tenho tanto orgulho nisso. Tanto orgulho na mulher em que me estou a tornar e na profissional que um dia serei. Que o futuro nos sorria sempre, e nós para ele também.

O melhor do meu mundo.

Só te tenho a agradecer por seres o melhor do meu mundo. Obrigada por estares sempre lá, por não deixares que os dissabores da vida nos afastem. Obrigada por escolheres ouvir-me e por me permitires ouvir-me a mim mesma também. Obrigada pelas pequenas coisas, pelos gestos mais simples. Obrigada por seres tão tu e me deixares ser tão eu. Obrigada por optares pela comunicação, pelas oportunidades. E obrigada, também por me permitires tornar-me numa pessoa melhor a cada dia. Temos vindo a crescer em conjunto. 
Não quero que mudemos o que somos, mas que nos ajustemos, que saibamos ouvir-nos, adaptar-nos e ceder de vez em quando. Que seja sempre assim.
Looking forward to spend the rest of my life right next to you.

domingo, 1 de julho de 2018

"Sober"

Não sei se já ouviram a nova música da Demi Lovato - Sober. Eu já. Vezes sem conta. E não me canso. E continuo a emocionar-me como da primeira vez.
Assim que vi um post sobre o seu lançamento, com aquele título e com aquela foto de cartaz, pensei para mim: "esta vai ser forte". E foi mesmo.
Não sou muito de me emocionar com filmes ou músicas, costumo ser boa a guardar o que sinto para mim e, quando algo me emociona, corrói-me mesmo por dentro, forma-se um nó na minha garganta mas raramente isso passa cá para fora. Com esta música passou. Assim que ouvi a letra comecei a chorar. Por motivos distintos, mas retrata tanto do que sinto. Fez-me sentir que não sou só eu, que não estou sozinha. Não sou só eu que mudo de humor a cada 5 minutos, não sou só eu que tento com tudo e que volto a falhar. Sei lá, bateu mesmo forte. Senti tudo outra vez. Tudo.
Tenho imenso orgulho nela. Na história dela e na pessoa em que ela se está a tornar. Uma força que não se mede em palavras. E acho que ela não sabe disso. Espero que um dia descubra e se ame como tanta gente a ama.

Aqui fica o link: https://www.youtube.com/watch?v=vORIohoI4m0&list=RDMMvORIohoI4m0&start_radio=1 

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Preciso de parar e respirar.

Preciso de parar e respirar. A este ritmo, estou a perder-me. Preciso de um tempo. De tempo para mim.
Ando a trabalhar no meio de horários confusos em que, muitas vezes, tenho de dormir 4h para estar lá novamente na manhã seguinte. Como se isso não bastasse, quando chego a casa tenho de fazer os trabalhos chatos, as folhas, as reflexões, as pesquisas intermináveis. Estou desgastada. E todo este desgaste não me está a deixar tirar proveito de um dos melhores estágios da minha vida - o mais atarefado, mais trabalhoso, mais árduo - mas o melhor.
Tenho a noção de que me esforço demasiado durante a semana. O resultado disso é que, quando chego a casa de fim de semana, estou completamente de rastos.
E isso não é bom, nem me permite desfrutar daquilo que mais queria.
Quero que esta fase passe rápido para que eu possa restabelecer as energias de que tanto preciso e quer, principalmente, aprender a desculpar-me, a deixar-me errar e a dar-me tempo e espaço, para mim e para o que me faz feliz.
Com calma, tudo se faz.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Calma, já faltou mais.

Quando acordei, nem queria acreditar que ainda é terça-feira. 
Eu sei que tenho de aproveitar esta fase, tenho de viver o momento e de fazer por criar boas memórias. Eventualmente, vou pedir que o tempo volte atrás para reviver tudo de novo. Mas hoje sinto-me nostálgica. Tenho saudades de casa. Sinto falta dos abraços apertados. 
Talvez amanhã seja diferente. 
Mas, hoje, só queria voltar para os braços deles. Há dias assim e hoje é um daqueles dias em que Viseu não me aquece tanto. Sinto-me sozinha aqui. Mas é apenas uma fase. Faltam 5 semanas e eu vou poder desfrutar das férias de verão, dando  verdadeiro sentido à frase "como se fossem as últimas", porque serão, realmente. Será a última vez que terei 2 meses de férias seguidos, e eu prometo aproveitar da melhor forma. 
Que cheguem rápido, estou a precisar de recarregar energias.

domingo, 3 de junho de 2018

Ele, a força que nos une e que nos fará chegar longe.

Sobre ele e sobre a nossa força, que nos agarra ao presente e prende ao futuro.
Ainda que o mundo, muitas vezes, nos veja pequeninos, aos meus olhos, somos grandes. Ainda que, de vez em quando, nos olhem de lado, com aquele olhar de quem pensa em segredo "que ingénuos, sabem tão pouco", fomos construindo um saber nosso. Eu o meu, tu o teu e, com as experiências um do outro, criámos o nosso. Sonhamos alto, é certo, mas sabemos colocar os pés bem assentes na terra ao mesmo tempo que o fazemos. Sabemos ser as crianças que todos os adultos deviam ser. Perspetivamos um futuro melhor, sem esquecer de valorizar o presente. Sabemos olhar um pouco mais além, e não só para o agora. Ponderamos, pensamos e, no meio de tudo isso, também sonhamos muito. No nosso mundo perfeito, daqui a uns tempos, viveremos juntos, teremos a nossa casa, o nosso jardim, os nossos cãezitos e muito amor. Os melhores dias da semana serão aqueles em que, quando chegarmos a casa, o outro vai estar lá, à nossa espera, pronto para nos aconchegar e dizer "eu estou aqui", depois de um dia esgotante. 
Às vezes, somos nós quem complica o que era tão simples, tão fácil. As vidas atarefadas roubam o prazer às coisas simples, às pequenas coisas. E é nosso dever não deixar que nada nem ninguém nos torne menos do que tudo, menos do que ansiamos, sonhamos ou lutámos. 
E, mesmo que o futuro não seja nada daquilo que imaginamos, gosto de olhar para o presente como os blocos da casa que estou a construir. 
Precisamos de tornar essa casa sólida, resistente e, por essa razão, a vida coloca-nos à prova e deixa uns quantos obstáculos pelo caminho. Faz parte, é assim que crescemos. 
E, enquanto os outros julgam os nossos sonhos, tornamo-nos mais fortes, ambicionamos lutamos pelos nossos objetivos, sem deixar que a vida passe num piscar de olhos. 
E que nos renovemos. Que tenhamos sempre razões para lutar. E, ainda, quando o presente não parecer tão forte assim, que nos lembremos que nenhum futuro se fez sem um agora. 

terça-feira, 29 de maio de 2018

Sobre a vida.

Sobre a vida que, por vezes, nos prega partidas e nos tira o chão. Sobre a vida que nos faz acreditar e desacreditar no momento a seguir. Sobre a vida que nos dá esperança e que, de repente, desmorona. Sobre a mesma vida que nos assusta, mas que nos dá tanto. 
Agradeço, todos os dias, pela oportunidade de ver nascer um novo sol. Agradeço por poder contribuir, dia após dia, nem que seja por um ínfimo segundo apenas, para ver o outro sorrir. Mesmo quando não estou bem, tento estar bem ao pé do outro. Tento ser bem. Fazer sorrir. É que a vida já nos dá tantos desgostos... porque não mudar o dia de alguém? E que comece em nós mesmos, sempre.
Neste momento, atravesso mais uma fase - de incertezas, de medo e de algum receio no que possa advir. Contudo, decidi viver um dia de cada vez, aproveitar, fazer pelo meu bem-estar e cuidar de mim. O resto virá com o tempo. A vida trará o que tiver de trazer e eu vou enfrentar o que tiver de enfrentar. Por isso, bola para a frente, hoje e sempre!

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ser-se demasiado dada aos outros.

Sou uma pessoa demasiado dada aos outros -  aos outros, às suas causas e à sua dor. E sei que é, em parte, isso que me torna na pessoa que sou e que, um dia, me irá transformar na profissional que sempre desejei ser. É esse amor pelos outros que nos distingue dos demais, porque só assim podemos cuidar do outro -  colocando-nos no seu lugar, criando uma relação empática que leva o outro a confiar, a desabafar, a sentir-se seguro.

No entanto, insisto em ser assim com o resto do mundo também. E é este que, de vez em quando, sente que me tem como garantida e me magoa por isso mesmo. Deixo-me levar por causas que não são minhas. Enquanto defendo os outros, percebo que, às vezes, eles não querem ser defendidos. Mas só depois entendo que as minhas boas intenções nem sempre são bem interpretadas. E... como isso dói.

Vivi grande parte da minha vida na tentativa de fugir da dor que eu própria criara. E agora, como se isso não fizesse parte integrante da vivência humana, tenho medo que os outros se sintam daquela mesma forma que eu, um dia, também me senti. E luto, luto por eles, para eles e mais do que eles.

Esqueço-me é que nem todos têm bom coração e que, às vezes, aquilo que fazemos é interpretado de forma diferente por cada um. A lição, desta vez, é a de que nós sempre vemos nos outros o retrato de nós mesmos. Se fazemos o mal, veremos sempre o mal no outro. Se estamos magoados, teremos tendência a descarregar um pouco de dor no outro. E se somos de oportunidades e de valores, a nossa balança inclina sempre para o lado do perdão. 

Paremos para pensar e, por favor, valorizemos quem nos dá valor.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Que eu me mantenha fiel e mim mesma.

Vivo rodeada de pessoas que estão bem com o mal dos outros, e isso custa-me muito. Custa-me a entender ou a tentar compreender. Não percebo o que acrescenta a uma pessoa o insucesso do outro, ou aquilo que eles acham ser o insucesso do outro. Não gosto de "diz que disse" e de pessoas que falam nas costas dos outros. Que direito temos nós em julgar o outro e, para além disso, de tentar mudar a visão que outros têm acerca de certa pessoa? Não é correto, não é justo, e eu tenho visto muito isso a acontecer ultimamente.
Acho que, o pior, foi nunca esperar isso das pessoas. Pensei que seriam mais maduras nesta fase, menos cheias de dramas. Mas não são. São um tanto ao quanto frustrados, tanto que sentem necessidade de pegar e descartar, como quem deixou de gostar daquela camisola e a troca por outra. Como isso me entristece...
No entanto, por outro lado, estou tão orgulhosa de mim. Primeiro, orgulhosa de ser diferente desses que tanto se acham e, segundo, orgulhosa por não deixar que me afetem tanto quanto parecem querer. Acabam por magoar os meus e, consequentemente, isso magoa-me a mim. Mas rapidamente cheguei à conclusão que, quem não precisa de mim, não me acrescenta em nada. E estou tão bem com quem me faz bem. Chega-me, basta-me e afasta-me dessa imaturidade. Só desejava que crescessem um pouco e que parassem para pensar nas ações e nos partidos que decidem tomar. É que pequenos gestos fazem a diferença. E basta que os gestos sejam pequenos para magoar.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A pressão do ano a meio.

Estou naquela altura do ano em que a pressão é imensa. Falta menos de uma semana para que as frequências acabem. Logo de seguida começa o estágio. Aquele que me deixa sempre ansiosa. Mas acho que é normal. Sinto muito receio em errar - como se essa não fosse uma tarefa inerente ao ser humano. Errar faz parte e é mesmo assim que crescemos, que amadurecemos e que aprendemos.
Por outro lado, estou cheia de vontade de viver mais uma nova experiência, e de poder partilhar com os outros aquilo que aprendi, gostava de deixar a minha marca num mundo tão grande como aquele que é a obstetrícia e a pediatria. Tenho tantas expectativas. Quero ajudar a trazer bebés ao mundo, mas tenho tanto medo dessa responsabilidade.
Que vida tão bipolar a minha.
Mas está quase e eu só tenho de continuar a ser forte durante um pouco mais de tempo. Quando der por mim, vêm as férias grandes e, quando voltar a abrir e a fechar os olhos, serei finalista e desejarei para que a vida académica não termine tão cedo. Como assim tenho de procurar emprego, de arranjar uma casa, de ser totalmente independente? Será difícil. Mas, por agora... vou centrar-me no agora.
No presente e nas saudades que tenho do meu amor. Eu, com a escola, e ele com o trabalho, temos andado completamente desencontrados. Mas esta semana consegui, numa noite, aguentar o sono e esperei por ele para que lhe pudesse ligar. Desejei-lhe boa noite e desejei estar ali com ele. Mas não estava. E está tudo bem, porque um dia estarei.
Espero, por agora, que toda esta pressão não me deite a baixo, e que eu seja capaz de organizar tudo da melhor forma, a começar pela minha cabeça.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Sou um caos.

Sinto que estou a tornar-me uma pessoa mais fria. E não gosto, nem um pouco, desta versão minha. Costumava ser mais compreensiva, costumava colocar-me, sempre, no lugar do outro antes de ousar falar da sua atitude. Agora não. Agora, de vez em quando, falo sem prestar atenção, sem parar para pensar se aquilo que vou dizer irá magoar a outra pessoa. Hoje apercebi-me disso e não quero nada ser essa pessoa.
É certo que a vida não volta atrás, não posso apagar tudo aquilo pelo que passei e que me tornou numa pessoa mais fechada, menos dada a toda a gente. E parte de mim tem orgulho nisso, no facto de ter deixado de ser a menina ingénua com quem todos brincavam. Mas também não quero que essa menina se torne numa pessoa frustrada por tudo o que lhe fizeram. Na verdade, acho que tenho é medo que, atitude a atitude, isso aconteça. Espero que não. Espero continuar a evoluir, a crescer, mas que mantenha sempre a minha essência, aquela que sempre me caraterizou.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Hoje acordei para fazer diferente.

Tenho andado mais em baixo, é verdade. Com tudo o que tem acontecido à minha volta, tenho-me sentido um pouco perdida e acho que me levaram a vontade de escrever para longe também. 
Mas hoje escolhi fazer diferente. Hoje quero apenas paz, boa energia, boa música e bons amigos. Quero estar bem, sentir-me bem e fazer bem aos outros. Porque, na verdade, sabemos tão pouco. Um dia, pode ser o último dia. A última página e a última palavra escrita. Por mais que deseje que esse dia se encontre muito longe da nossa vista, eu não sei onde está nem onde vai estar ou onde o vou encontrar. E, sinceramente, não estou muito interessada em saber. Quero aproveitar. Ser feliz e fazer o que me faz feliz. Porque o resto é só o resto... e nunca ninguém precisou de restos para ser feliz.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...