Estas duas últimas semanas têm-se destacado quanto às emoções. O último ano trouxe consigo muito trabalho (quando eu já achava que o anterior não era pouco), muito esforço, algumas divergências, muita vontade de uns e pouca de outros, o que, às vezes, nos faz bater de frente com a opinião do outro. Não tem sido fácil. Voltar à rotina das viagens longas, das semanas que demoram a passar, e das tarde de estudo que, contraditoriamente, passam a voar e me deixam com a sensação de que renderam pouco.
A vida continua, incrivelmente, a surpreender-me com a maldade, talvez inconsciente, dos outros. As pessoas, por muito que eu deseje pensar o contrário, acabam sempre por ver apenas o seu umbigo. Fazem pouco e querem sempre muito. Dão pouco de si e exigem tanto dos outros. Eu gostava de lhes abrir um pouco os olhos, para o bem deles e para o bem do mundo que os rodeia. Mas, às vezes, perco a paciência. E, ultimamente, tenho perdido muito a paciência. Opto por ficar na minha zona de conforto, ou digo tudo ou não digo nada. Prefiro ficar sozinha a ter de explicar pontos de vistas a quem não os tenta, sequer perceber.
Mas isso não me tem feito bem. Tenho receio de vir a gostar mais de estar sozinha do que tudo o resto. No passado, isso não correu tão bem.
Mas agora só quero estar bem, dormir uma noite tranquila, em paz, e na certeza de que amanhã será um dia melhor. Porque vai ser.
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