sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Último ano, resoluções para a vida toda.

Sou finalista. E parte de mim ainda nem acredita. Que bom que é ver tão perto o realizar de um sonho.
Este ano tenho um grande objetivo: manter-me longe de dramas. Bem longe, aliás. Na verdade, há tanta coisa que eu gostava de dizer a tanta gente. Mas, quando paro para pensar, percebo que isso não vai mudar nada e até pode, pelo contrário, piorar algumas situações. Por essa razão, decidi ser mais forte e deixar algumas coisas no passado. Quero aproveitar ao máximo o meu último ano académico. Não sei o que a vida me reserva, mas sei que os tempos de licenciatura em enfermagem não voltam, por isso quero tirar o melhor proveito e aprender com os melhores, todos os dias.
Durante estas férias, percebi que o mundo ao nosso redor fala muito, mas faz muito pouco. Enquanto estive em recuperação da cirurgia, recebi imensas mensagens que diziam algo semelhante a "para a semana vou-te visitar" e fiquei tão feliz por sentir que tenho amigos preocupados com o meu bem-estar. A verdade é que nenhum apareceu e o "amanhã" continuava sempre a ser amanhã. Deixou-me um pouco triste, no início, porque me senti sozinha e porque não me via a não dar um abraço de carinho a algum amigo que passasse pelo mesmo. E o pior é que, se eles precisassem de alguma coisa, aí viriam sem hesitar. Mas o facto de não me terem vindo visitar não significa que não se preocupem comigo, eu sei disso. Talvez não tenham tido tempo, apenas isso. E está tudo bem. Agora, estou muito bem com isso. Só acho que devemos dedicar um pouco mais de nós àquilo que dizemos amar. Infelizmente, perdi um amigo. Quem me conhece de verdade sabe que, se alguém já foi meu amigo nalgum momento da minha vida, e por circustâncias da mesma a distância já não permite que mantenhamos o mesmo contacto, amigo é amigo. E para mim é para sempre. E custou. Mas é uma ferida que aprendemos a suportar, com o tempo. E aprendemos, igualmente, a valorizar coisas muito mais importantes. É por isso que, neste momento, estou bem. Estou de consciência tranquila porque sei que sou uma boa amiga, e faço sempre o que acho ser melhor para os meus.
Então, este ano, não vou deixar que nada me derrube - nem birras infantis, nem "diz que disse", nem dramas, nem narizes empinados, nem encontros que nunca são marcados, nem encontros que são marcados sem mim. Vou aproveitar e dar muito de mim à minha melhor companhia: eu própria.  Mas, acreditem, vou falar quando algo me magoar e se eu souber que posso mudar algo. Também vou calar quando sentir que não vale a pena. Mas não vou deixar que me pisem de novo. Vou continuar a valorizar as pequenas coisas e, essencialmente, as pessoas que me fazem bem. Sejam felizes, porque eu vou dar o melhor de mim para ser também.

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