Sobre ele e sobre a nossa força, que nos agarra ao presente e prende ao futuro.
Ainda que o mundo, muitas vezes, nos veja pequeninos, aos meus olhos, somos grandes. Ainda que, de vez em quando, nos olhem de lado, com aquele olhar de quem pensa em segredo "que ingénuos, sabem tão pouco", fomos construindo um saber nosso. Eu o meu, tu o teu e, com as experiências um do outro, criámos o nosso. Sonhamos alto, é certo, mas sabemos colocar os pés bem assentes na terra ao mesmo tempo que o fazemos. Sabemos ser as crianças que todos os adultos deviam ser. Perspetivamos um futuro melhor, sem esquecer de valorizar o presente. Sabemos olhar um pouco mais além, e não só para o agora. Ponderamos, pensamos e, no meio de tudo isso, também sonhamos muito. No nosso mundo perfeito, daqui a uns tempos, viveremos juntos, teremos a nossa casa, o nosso jardim, os nossos cãezitos e muito amor. Os melhores dias da semana serão aqueles em que, quando chegarmos a casa, o outro vai estar lá, à nossa espera, pronto para nos aconchegar e dizer "eu estou aqui", depois de um dia esgotante.
Às vezes, somos nós quem complica o que era tão simples, tão fácil. As vidas atarefadas roubam o prazer às coisas simples, às pequenas coisas. E é nosso dever não deixar que nada nem ninguém nos torne menos do que tudo, menos do que ansiamos, sonhamos ou lutámos.
E, mesmo que o futuro não seja nada daquilo que imaginamos, gosto de olhar para o presente como os blocos da casa que estou a construir.
Precisamos de tornar essa casa sólida, resistente e, por essa razão, a vida coloca-nos à prova e deixa uns quantos obstáculos pelo caminho. Faz parte, é assim que crescemos.
E, enquanto os outros julgam os nossos sonhos, tornamo-nos mais fortes, ambicionamos lutamos pelos nossos objetivos, sem deixar que a vida passe num piscar de olhos.
E que nos renovemos. Que tenhamos sempre razões para lutar. E, ainda, quando o presente não parecer tão forte assim, que nos lembremos que nenhum futuro se fez sem um agora.

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