quarta-feira, 18 de abril de 2018

Que eu me mantenha fiel e mim mesma.

Vivo rodeada de pessoas que estão bem com o mal dos outros, e isso custa-me muito. Custa-me a entender ou a tentar compreender. Não percebo o que acrescenta a uma pessoa o insucesso do outro, ou aquilo que eles acham ser o insucesso do outro. Não gosto de "diz que disse" e de pessoas que falam nas costas dos outros. Que direito temos nós em julgar o outro e, para além disso, de tentar mudar a visão que outros têm acerca de certa pessoa? Não é correto, não é justo, e eu tenho visto muito isso a acontecer ultimamente.
Acho que, o pior, foi nunca esperar isso das pessoas. Pensei que seriam mais maduras nesta fase, menos cheias de dramas. Mas não são. São um tanto ao quanto frustrados, tanto que sentem necessidade de pegar e descartar, como quem deixou de gostar daquela camisola e a troca por outra. Como isso me entristece...
No entanto, por outro lado, estou tão orgulhosa de mim. Primeiro, orgulhosa de ser diferente desses que tanto se acham e, segundo, orgulhosa por não deixar que me afetem tanto quanto parecem querer. Acabam por magoar os meus e, consequentemente, isso magoa-me a mim. Mas rapidamente cheguei à conclusão que, quem não precisa de mim, não me acrescenta em nada. E estou tão bem com quem me faz bem. Chega-me, basta-me e afasta-me dessa imaturidade. Só desejava que crescessem um pouco e que parassem para pensar nas ações e nos partidos que decidem tomar. É que pequenos gestos fazem a diferença. E basta que os gestos sejam pequenos para magoar.

sexta-feira, 13 de abril de 2018

A pressão do ano a meio.

Estou naquela altura do ano em que a pressão é imensa. Falta menos de uma semana para que as frequências acabem. Logo de seguida começa o estágio. Aquele que me deixa sempre ansiosa. Mas acho que é normal. Sinto muito receio em errar - como se essa não fosse uma tarefa inerente ao ser humano. Errar faz parte e é mesmo assim que crescemos, que amadurecemos e que aprendemos.
Por outro lado, estou cheia de vontade de viver mais uma nova experiência, e de poder partilhar com os outros aquilo que aprendi, gostava de deixar a minha marca num mundo tão grande como aquele que é a obstetrícia e a pediatria. Tenho tantas expectativas. Quero ajudar a trazer bebés ao mundo, mas tenho tanto medo dessa responsabilidade.
Que vida tão bipolar a minha.
Mas está quase e eu só tenho de continuar a ser forte durante um pouco mais de tempo. Quando der por mim, vêm as férias grandes e, quando voltar a abrir e a fechar os olhos, serei finalista e desejarei para que a vida académica não termine tão cedo. Como assim tenho de procurar emprego, de arranjar uma casa, de ser totalmente independente? Será difícil. Mas, por agora... vou centrar-me no agora.
No presente e nas saudades que tenho do meu amor. Eu, com a escola, e ele com o trabalho, temos andado completamente desencontrados. Mas esta semana consegui, numa noite, aguentar o sono e esperei por ele para que lhe pudesse ligar. Desejei-lhe boa noite e desejei estar ali com ele. Mas não estava. E está tudo bem, porque um dia estarei.
Espero, por agora, que toda esta pressão não me deite a baixo, e que eu seja capaz de organizar tudo da melhor forma, a começar pela minha cabeça.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...