Vivo rodeada de pessoas que estão bem com o mal dos outros, e isso custa-me muito. Custa-me a entender ou a tentar compreender. Não percebo o que acrescenta a uma pessoa o insucesso do outro, ou aquilo que eles acham ser o insucesso do outro. Não gosto de "diz que disse" e de pessoas que falam nas costas dos outros. Que direito temos nós em julgar o outro e, para além disso, de tentar mudar a visão que outros têm acerca de certa pessoa? Não é correto, não é justo, e eu tenho visto muito isso a acontecer ultimamente.
Acho que, o pior, foi nunca esperar isso das pessoas. Pensei que seriam mais maduras nesta fase, menos cheias de dramas. Mas não são. São um tanto ao quanto frustrados, tanto que sentem necessidade de pegar e descartar, como quem deixou de gostar daquela camisola e a troca por outra. Como isso me entristece...
No entanto, por outro lado, estou tão orgulhosa de mim. Primeiro, orgulhosa de ser diferente desses que tanto se acham e, segundo, orgulhosa por não deixar que me afetem tanto quanto parecem querer. Acabam por magoar os meus e, consequentemente, isso magoa-me a mim. Mas rapidamente cheguei à conclusão que, quem não precisa de mim, não me acrescenta em nada. E estou tão bem com quem me faz bem. Chega-me, basta-me e afasta-me dessa imaturidade. Só desejava que crescessem um pouco e que parassem para pensar nas ações e nos partidos que decidem tomar. É que pequenos gestos fazem a diferença. E basta que os gestos sejam pequenos para magoar.

