segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Mente atribulada, podes dar-me um descanso este ano.

É o primeiro dia de um novo ano. E começou de forma tão boa, tão aconchegante e tão divertida - começou em família (a melhor do mundo). Dançamos imenso, cantamos, abraçamo-nos e fomos genuinamente felizes. Como somos sempre que estamos juntos. Mas confesso que estávamos a precisar desta lufada de ar fresco e de boa disposição. 
No entanto, como se fizesse falta alguma, comecei a sentir-me ansiosa novamente. Fico frustrada e triste comigo mesma porque, num momento tão bom como este, não sou capaz de ser forte o suficiente para combater o que me está a magoar por dentro. Sou eu e esta minha vontade enorme de não sair da cama, de fazer suposições e de passar horas a pensar naquilo que nem aconteceu ainda. São as saudades do que já partiu e daquilo que nunca foi. Sinto-me tão bipolar. Estou ótima num instante mas, depois, fico num estado péssimo. E o pior é que tenho noção de tudo isso e sei que não deveria ser assim... não queria ser assim. Tenho tantos medos, tantos receios. E todos temos, eu sei. Mas, às vezes, eu não sou capaz de os fechar numa caixa e sair à rua sem eles. Não sei escondê-los, não pensar neles. Não sei adaptar-me a eles ou estar bem com eles. Insisto em levá-los comigo para todo o lado. Por isso, queria muito que este ano fosse diferente.

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