Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é ele a minha casa. A minha sorte grande. Faz de mim uma miúda tão parva, mas tão feliz. Daquelas que eu nunca pensei que seria, na verdade.
É incrível como tudo é mais fácil quando estamos juntos. Não sei explicar, mas ele tem uma forma única de me tranquilizar, de me acalmar e de dizer "calma, eu sei que tu consegues" que me deixa, de todas as vezes, sem palavras.
Parte de mim sente um vazio quando ele sai, ou quando, aos domingos, lhe dou o último abraço da semana (o meu coração fica mesmo apertadinho). No entanto, a outra parte de mim sabe tão bem a sorte que tem, e agradece por isso do fundo do coração. Todos os dias.
Não espero que o mundo entenda, nem que nos veja dependentes um do outro. Não somos. Estamos a crescer juntos. Ele chegou num momento bastante importante da minha vida, talvez aquele em que eu mais precisava dele, e isso tornou-nos muito próximos. Mas continuamos a ser duas pessoas diferentes em vários aspetos. Por vezes, como em todas as relações, desentendemo-nos. É que é sempre mais fácil desabafar com quem está perto, com quem ouve, e às vezes acabamos por descarregar nessas pessoas... depois sai tudo ao lado. Mas tenho tanto orgulho em nós e na forma como nos respeitamos um ao outro. É bom sentir que a outra pessoa para um pouco para te ouvir, mesmo que a sua opinião não vá ao encontro da tua. E nós prometemos, sempre, que, de todas as vezes, antes de ficarmos aborrecidos com alguma situação, vamos escutar. E vamos dar a nossa opinião sempre que o outro quiser ouvir. E é assim que tem de ser. É isso que faz com que a maior parte do tempo seja a rir. Sim, porque somos duas criaturas que só dizem barbaridades. E somos felizes assim mesmo.
És a minha casa. O meu porto de abrigo. Obrigada por me dares tanta força nestes momentos em que parece que o mundo está a desmoronar em cima de mim. És o melhor do mundo.

















