terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ansiosa para que acabe.

Este estágio poderia ser um dos melhores. A experiência é incrível, as pessoas com quem lidamos são incríveis e carregam consigo histórias impressionantes.
Mas o trabalho faz-se em equipa e, quando a equipa não está unida, não dá o seu melhor ou quando decide trabalhar pelo método individual, as coisas não correm tão bem.
E eu nunca pensei tantas vezes em desistir como, neste momento, tenho pensado. Toda agente sabe o amor e orgulho que nutro por este curso, mas tem sido desgastante emocionalmente.
Todo o stress que se vive diariamente e a forma arrogante com que se dirigem a nós, lembra-nos, de todas as vezes, que não nos querem lá, o que é super desmotivante.
Mas faltam apenas duas semanas e eu vou continuar a dar o melhor de mim, a ser e a dar aos outros o melhor que tenho. Vou tentar manter-me positiva... vai acabar por correr tudo bem, e eu vou aprender a fingir que não ouço certas cosias, porque assim é muito mais fácil.
A única coisa que me vai deixar pena, quando formos embora, é saber que vamos deixar ali sozinhas todas aquelas pessoas.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O mundo aos olhos dos outros.

Um dia, perdida a percorrer uma das autoestradas que liga Portugal de lés a lés, parei um pouco para pensar. Aquelas pessoas, que entravam no mesmo autocarro do que eu, com o mesmo destino e que se sentavam em lugares perto do meu têm, assim como eu, as suas vidas, os seus motivos, as suas circunstâncias. Como é que podemos julgar tanto aquilo que desconhecemos? Comecei a refletir e pensei "será que alguém está numa situação semelhante à minha, que o obriga a ter de fazer todas estas viagens por semana para ser capaz de conciliar tudo?" "talvez estejam numa situação pior", pensei.
A verdade é que nós sempre vemos o exterior de cada um, e achamo-nos no direito de julgar o que possa vir estar a acontecer no seu interior, sem sequer conhecer parte dele. As pessoas trazem consigo uma história. Uma vida coberta de memórias, de vivências, de experiências únicas que as faz ser, agir e reagir de forma, também, única. Gostava que o mundo fosse menos crítico, e mais acolhedor. Ninguém sabe o que está por trás das portas de cada um. Ninguém imagina o sofrimento, a angústia e o medo que o outro pode estar a sentir quando está rodeado de nada. É que, quando estamos sozinhos, no nosso canto, as coisas mudam de figura. Podemos chorar, podemos ser o que quisermos porque ninguém nos ouve, ninguém nos vê, ninguém nos julga. Escondemos aquilo que sentimos perante a sociedade porque, no fundo, sabemos que o vão interpretar de forma diferente. E isso está tão errado. É injusto que o mundo não possa ser visto com os mesmos olhos por todos nós. Hoje espero que faças a diferença. Espero que, antes de dizeres aquilo que te vai na alma, pares um pouco para pensar nos motivos dos outros. Não te esqueças que o teu 8 pode ser o 80 do outro. E não te esqueças também que, às vezes, um abraço faz a diferença. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ganha balanço nas descidas para teres força nas subidas.

A verdade é que, desde que começaram as aulas, a minha vida tem sido uma correria. Na universidade, são montes de frequências, trabalhos, grupos de estágio para decidir. Aqui, são as consultas, as suposições e o marca e desmarca que me dão cabo do sistema. Foi complicado conciliar os fins-de-semana curtos e cheios de estudo com as minhas pessoas, com o tempo que deveria ter passado com elas. Queria ter tido mais tempo para visitar os meus, para repartir uns abraços com quem me faz falta. Mas tive de estabelecer prioridades. E eu prometi que faria tudo à primeira. E assim foi. Um semestre teórico já passou.
Esta semana estou por cá, na minha cidade, com as minhas pessoas, e vou aproveitar para descansar, para me divertir e para, principalmente, colocar as ideias em ordem nesta cabeça. Uma cabeça que precisa de paz, de tranquilidade. Tem sido muita coisa a acontecer num curto espaço de tempo, e o problema não é a situação em si, mas sim as consequências disso, que acabam por me obrigar a ter de fazer muita coisa diferente. Mas aqui tenho todo o apoio de que preciso, e não poderia estar mais otimista. Eu sei que vai tudo correr bem. Tem de correr. Tenho de acordar todos os dias e agradecer por tudo aquilo que tenho. E eu tenho tanta coisa para agradecer. Positivismo atrai positivismo. Por isso esta semana vai ser coberta disso mesmo. Prometo (tentar) não sofrer por antecipação. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

It's all so messy.

É tudo tão estranho - as ligações que se vão desvanecendo, as chamadas que vão sendo deixadas de parte, as mensagens que nunca se enviaram. Fica estranho, constrangedor. Há qualquer coisa cá dentro que nos faz querer saber, que nos preocupa e que nos faz procurar. Mas depois é o tempo. Esse que já passou e criou alguns entraves entre nós, serve de desculpa para aquilo que não foi dito, que não foi feito. Mas eu tenho saudades. Daqueles lugares que não visitei mais, das pessoas com quem não estive mais. Ganhei tantas outras coisas, fiz tantas outras amizades. E que boas amizades são. Mas as primeiras marca-nos de outra forma, e parte de mim sente falta desses tempos.
#DiasCinzentosSãoDiasDeNostalgia

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...