segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Here I am, once again.

Começou tudo outra vez. E este é um momento particularmente difícil. Estou naquela que é a minha cama durante a semana, felizmente já tenho comigo a minha almofada que me faz sentir um pouco mais perto de casa. Na noite anterior dormi apenas 2 horas. Não sei como é que hoje me mantive em pé todo este tempo, mas o que é certo é que mantive o olhar encavacado de quem não dormiu o suficiente. A luz do outro canto do quarto, bem próxima, está acesa. A minha colega de quarto está no computador, provavelmente a estudar, e eu estou desejosa que ela termine o que tem a fazer para que possa desligar tudo. Eu só consigo dormir no escuro e no silêncio. Mas assim é difícil, e torna as minhas vindas para cá um pouco mais tortuosas. Sou uma pessoa que precisa de privacidade, de estar sozinha, de refletir e de ouvir o meu próprio silêncio. Aqui perco grande parte disso e, como consequência, sinto que não sou capaz de dar o meu máximo no dia seguinte, cansada e exausta daquilo que abdico em prol dos outros. Mas as coisas acontecem porque têm de acontecer, e esta experiência há de me trazer algo, nem que seja uma lição. E que me ensine a bater o pé, a lutar por aquilo que eu quero e a não deixar que outros me passem por cima. Espero estar a conseguir tornar-me numa voz capaz de se fazer ouvir. Hei de lá chegar. Agora vou fechar os olhos, pensar em tudo aquilo que a vida me forneceu de bom, e tentar dormir. Boa noite, mundo. 

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