terça-feira, 27 de junho de 2017

E assim se passaram 2 anos.


E parece que chegou ao fim. Assim de repente, dois anos se passaram. Ainda não estão totalmente concluídos, mas hoje foi o último dia de estágio. Depois de 5 meses intensivos, de 8h de trabalho cobertas de afazeres, todos os dias, finalmente temos o nosso merecido descanso. Mas de certeza que me vou cansar depressa desse descanso. Apesar de todo o sacrifício, não trocava isto por nada, e vou sentir, todos os dias, saudade de tocar na mão do outro para o acalmar ou de olhar nos olhos de outra pessoa que, tão carinhosamente, nos agradece pela nossa presença sem dizer absolutamente nada. Vou ter saudades de tudo mas, principalmente, das pessoas que nos deixavam com a lágrima no olho porque não nos queriam abandonar, e das pessoas que, tristes e, às vezes, sozinhas, deixamos ficar naquelas camas de hospital, com a certeza de que a vida pode ser injusta.
Vou ter, até, saudades daquelas pessoas com um feitio especial e que, por vezes, nos mandavam ir dar uma grande volta. Teria sido diferente sem elas, teria sido monótono e haveria muito menos sentido de humor.
Enfim, foi um misto grande de acontecimentos e um maior ainda de sentimentos. Mas foi mais uma etapa. Agora, estou ansiosa que venham as férias, e que eu as possa desfrutar da melhor forma ao lado dos meus. E depois? Depois são só mais 2 anos, que de certeza passarão como estes 2 outros que passaram, que nem uma rajada de vento.
Tenho muito orgulho no meu percurso, e agradeço a quem quer que seja que me tenha dado tanta força e vontade de seguir em frente. As coisas acontecem, sempre, por uma razão mais forte.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

It's just a little more.

Está quase. Estou na reta final daquele que, até aqui, foi a ano mais difícil em toda a minha vida como estudante. Aconteceram imensas coisas, tanto na vida pessoal como académica, que me fizeram ter vontade de desistir. Mas é uma vontade daquelas que dá e passa. Com o tempo, percebi que as coisas más acontecem para que valorizemos as boas. Aprendi que a vida será sempre injusta - a nível profissional ou pessoal. Há dias em que não nos apetece minimamente sair da cama, outros em que sabemos que certas ações não valerão a pena e, ainda, outros que nos farão sentir revoltados, com vontade de gritar com mil vozes aos ventos. 
Mas, com o tempo, aprendi que nada disso importa. Aprendi que somos muito mais felizes, e muito mais crescidos, quando desvalorizamos certas coisas. Aprendi a sorrir para os meus doentes, como se a minha vida fosse um sonho daqueles em que não queremos acordar, mesmo quando, na minha cabeça, se passam um bilhão de coisas. Aprendi que um sorriso ou um pequeno gesto muda tudo na vida de agluém. Aprendi que chatices, confusões e "diz que disse" só servem para atrapalhar. Aprendi a engolir muito em seco, e a ter de disfarçar a frustração. Mas também aprendi que tudo isso me tornou mais forte. Estou orgulhosa de mim por ter, quase, concluído mais um ano sem nunca cair sem ter arranjado forças para me levantar. Fui mais forte, e encarei cada dia como uma nova oportunidade. Espero, sinceramente, aglomerar todas as forças de que preciso para mais dois anos. Espero que estas duas semanas passem rápido, mas que eu as saiba aproveitar da melhor forma e que, no fim, saiamos todos recompensados. Foi um ano de muita aprendizagem, de muitas lições e de muita gratidão. Nunca tive tanta certeza de que aquilo que faço é o que vou continuar a querer fazer. Agora, que venham as férias, porque estamos todos a precisar do cheiro a maresia e dos banhos de sol.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Preciso de sol, mar e boas energias.

Preciso, desesperadamente, de férias. Por muito que ame o que faço, esta rotina que dura há 5 meses está a tornar-se desgastante. Durante uma semana inteira, é levantar às 6:40h, preparar-me, seguir para o hospital, sair do hospital por volta das 16:30h, voltar para casa, estudar, pesquisar, fazer trabalhos... E dormir. Pelo meio faço umas quantas chamadas a matar saudades e envio umas mensagens com sabor a "queria que estivesses aqui'. E tem sido sempre assim. Os fins de semana, esses, parece que voam. Às vezes nem os sinto passar, quando dou por mim ja é domingo e estou eu, na cozinha, a preparar a comida e uns tapwares sem fim para toda a semana. Cansa, desgasta, satura. Ando por aí que nem um zombie saído daqueles filmes assustadores. Preciso de ferias, de repor energias, se acordar cedo porque quero aproveitar o dia e não por obrigação. Preciso de sol, de passeios matinais e de gelados ao final do dia. Preciso de aprender a não desanimar nos últimos cartuchos. Preciso de continuar a ser forte, e de não ter vontade de  desistir quando estou tão perto do final. 

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...