domingo, 28 de maio de 2017

A boa notícia é que está quase.

Está quase a acabar. É só mais um mês. Mais um mês de viagens para cá e para lá, mais um mês de saudades e momentos de nostalgia. Tem sido o ano mais difícil de sempre. O curso tem sido puxado, e o estágio ainda mais. Os nossos orientadores são as pessoas mais exigentes que alguma vez conheci, no entanto, acho que estamos no rumo certo. Com muito estudo, muita dedicação, muito cansaço, mas no rumo certo. Muitas das vezes chego a casa sem sentir os calcanhares, com uma dor terrível no meu joelho defeituoso, uma dor de cabeça das grandes porque as lentes já pesam nos olhos, uma vontade praticamente nula de pegar nos livros e estudar aquela patologia da qual já não me recordava, e uma vontade enorme de voltar. Mas, para além disso, também chego a casa, dia após dia, com o coração cheio. As vozes que ficam são as que me agradecem por fazer o que me compete. Não esperava receber nada em troca, nunca esperei, mas claro que a sensação é ótima quando, no final do dia, alguém te diz "obrigada por me teres ajudado". É, compensa tudo.
E eu não sei como é que vou aguentar outros 2 anos longe de casa... mas se consegui até aqui, tenho de arranjar os motivos para o continuar a fazer.
Tenham todos um ótimo domingo, e saibam sempre agradecer pelas pequenas coisas.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

E que a semana passe rápido.

Esta semana sofro pelos meus. Tenho saudades deles mas, ainda acima disso, tenho imensa pena de não poder estar junto dos meus nos momentos que eles mais precisam. Sinto que devia estar lá com eles, a abraçá-los, a dizer parvoíces ou a não dizer nada de todo. Queria só poder estar pertinho deles. É que eu sofro quando os vejo sofrer. E, desta vez, chegou tudo ao mesmo tempo. Não sei como, não percebo como. Mas a vida é assim - uma grande montanha russa cheia de altos e baixos.
Espero, do fundo do coração, que todos estes "baixos" os façam acordar com mais força diariamente, e que eles nunca se esqueçam que o meu coração está sempre com o deles.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Um sabor a "quero voltar".

Sei que tenho de me manter positiva, mas esta semana tem um saborzinho a "quero muito voltar para casa". Acho que o meu grande mal, é vir já mal disposta, e contar de imediato os dias para ir embora. Mal subi as escadas da camioneta, perspetivei que esta semana seria difícil de passar - e que mal fiz eu. Agora, estou a contar, não só os dias, mas as horas para que esta semana passe rápido e eu esteja envolvida no abraço reconfortante dos meus outra vez.
Eu sei que tenho de ser forte, e eu juro que tenho tentado manter os pés bem assentes na terra. Sei que está a acabar e que é apenas um último esforço - mas, convinhamos, os últimos esforços são sempre os mais dolorosos. É que eu preciso muito de estar perto da minha família, de dar de caras com o rosto mal humorado do meu irmão todas as manhãs, de ouvir a minha mãe a lembrar-me que tenho de comer, de ouvir as histórias, às vezes repetidas, do meu pai, de olhar nos olhos do Hugo (é que aqueles olhos dizem muito). Sei lá, sou uma lamechas incurável e vivo para os meus, por isso, é-me tão difícil chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e não os ter por perto.

domingo, 14 de maio de 2017

O nosso dia.

Sei que, por vezes, se torna um pouco descabido contarmos os dias de namoro. Mas não é, de todo, algo que faça todos os dias, ou que me lembre a toda a hora. Apenas considero bonito. É bom ligar o telemóvel de manhã e ver que é dia 14. É bom quando, de repente, me aparece um calendário à frente e eu me apercebo, baixinho para comigo: "Ah, é dia 14!". É que penso em todos os momentos que fizeram levar mais um mês avante, e isso deixa-me de coração cheio. E é de olhos brilhantes que afirmo que foste a melhor coisa que me aconteceu na vida.
Pensar em nós é como pensar na vida e nos obstáculos... Juntos, superamos tudo. E é com calma, com muita paciência, com algumas cedências, mas acima de tudo com muita amizade e muita vontade de contruir um futuro juntos, que os meses vão passando, um por um.
Já lá vão 28. E eu espero que esse número se continue a multiplicar e que possamos, sempre, contar com uma nova história, uma nova lição e mil e uma novas lembranças. Obrigada a ele, que nunca desiste de mim, mesmo quando a distância insiste em deixar o coração apertadinho.

Obs: Imagem retirada do tumblr.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Porque cada vez é mais difícil estar longe de casa.

Acreditem, isto de estudar numa cidade diferente, não é assim tão bom quanto dizem. Implica muita coisa, muitas mudanças, muitas saudades e muita força de vontade.
É bom, tem as suas coisas boas e torna-nos mais fortes, no entanto, com o passar dos dias, também nos destrói um bocadinho por dentro. Perdemos almoços em família, saídas com amigos, cafés em esplanadas nas noites quentes de verão... enfim, um monte de coisas. Mas também passamos a perceber quem está realmente connosco, quem se interessa de verdade.
Fazemos alguns sacrifícios, e tudo isso para quê? Para passar noites a estudar, para não conseguires adormecer porque vives numa residência e há um monte de miúdas histéricas a subir as escadas de madrugada, porque te queres deitar cedo e a tua colega de quarto insiste em manter a luz acesa, porque deixas de ter privacidade, porque te passas a sentir sozinha num sítio cheio de gente, com a qual não te identificas. É difícil. E acredito que se não fosse por gostar tanto daquilo que faço, já teria desistido. Mas a vida é assim mesmo, e um dia tudo vai valer a pena.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Maio e os seus últimos cartuchos.

Está um novo mês a começar, e eu devo confessar que os últimos cartuchos são sempre aqueles que mais demoram a passar. Já só faltam mais dois meses para que termine o meu segundo ano de universidade - mais dois meses de estágio, e já está. E sei que serão dois meses extremamente cansativos. Vou ter muitas saudades de casa, muitas saudades dos meus e, de vez em quando, é provável que encontre uma lágrima no canto do olho. É que, apesar de estar perto de terminar o ano letivo, nesta altura há todo um acumular de tensões, de emoções, de stress e de vontade de deitar, fugir e descansar.
Espero que passe rápido. Que o tempo passe a voar e que o trabalho seja, como até aqui, a coisa mais gratificante que recebi na vida. Sei que ainda tenho muito que batalhar, mas espero que este segundo estágio traga ainda melhores perspetivas. Darei o melhor de mim. Chegarei cansada a casa todos os dias, mas vou trazer no peito uma coisa chamada "orgulho".
E agora? Agora é hora de enfrentar os medos, de deixar os receios no cantinho da mesa, de levantar, de lavar as lágrimas que teimam em surgir quando a saudade aperta e de abrir a janela. Vamos deixar que o sol entre e vamos levar sorrisos a quem mais precisa deles.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...