Amor é vulnerabilidade. Amor é viver na certeza de que nunca teremos certezas. Amor é dar ao outro a chave de todas as portas e, ainda assim, confiar que ele não as abrirá sem a tua permissão. Amor é liberdade. É permitir que o outro faça as suas próprias escolhas e é deixar que tu decidas por ti. Amar não é tão complicado assim - complicados somos nós. Amor é não exigir do outro aquilo que ele não é, mas é deixar a pessoa descobrir-se. Amor é saber ter medo. É não ter medo de ter medo. O amor trará sempre receios, dias chuvosos, obstáculos, opiniões contrárias e perspetivas diferentes. No entanto, enquanto houveram mais coisas boas do que más, será amor. E tudo se supera, tudo cresce com amor.
E a determinado ponto, sem que te apercebas, dás ao outro a capacidade de te destruir - porque foram confidentes, porque foram companheiros e porque se tornaram fiéis um ao outro. E o amor é isso, é confiar que o outro nunca será capaz de te magoar conscientemente ou de usar as tuas palavras contra ti. O amor é a melhor dádiva que a vida nos deu.
Olá. Este blog sou eu. Sou eu, as minhas emoções e imperfeições. Espero que gostem tanto de o ler como eu de o partilhar.
sábado, 29 de abril de 2017
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Porque o amanhã não está garantido.
Tomar algo por garantido - um dos maiores erros da espécie humana.
Enquanto crianças, achamos sempre que vamos chegar a casa, no fim de um dia cheio de aulas, e vamos ter os nossos brinquedos por perto, um jantar feito pela mãe e a nossa cama feita de lençóis lavados e muito carinho.
Depois vamos crescendo e, de vez em quando, a vida bate-nos a porta com força e mostra-nos que nem tudo o que é tem de ser. Começam a surgir obstáculos e a desaparecer aquilo que, antes, considerávamos garantido. As coisas passam a mudar dia após dia e as nossas perspetivas também se alteram, porque a vida assim o obriga. Hoje temos uma coisa, e amanhã deixamos de ter.
Apesar de tudo isto, parece que não aprendemos a lição. Depois de todos os avisos, de todas as partidas, continuamos a achar, bem lá no fundo, que "só acontece aos outros". Pois bem, todos nós somos feitos de "os outros". E todos nós devemos, urgentemente, aprender a dar valor àquilo que temos. Às amizades que fazemos, aos abraços que nos dão e aos olhares que dizem o que a boca não consegue. Abraça aquela pessoa, compra aquilo que tanto queres e dá a alguém aquilo que já não precisas. Faz feliz quem te faz feliz. Corre e vai mostrar à tua avó que nunca te esqueces dela. Mostra ao teu pai que ele também sabe ser um herói e diz à tua mãe que ela é a melhor amiga do mundo. Deixa um bilhete ao teu irmão e relembra-o do quão parvo ele é, acredita que ele vai perceber que não vives sem ele. Liga aquele teu amigo e marca um café, chama o teu namorado e abraça-o como se o mundo fosse acabar amanhã. Não deixes nada por dizer, nada por fazer, nada por contar. Guarda os melhores momentos para ti e lembra-te, sempre, que amanhã pode ser tarde demais.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Férias: podem ser muito boas, ou muito más.
Esta semana estou de férias. Vamos mudar de especialidade, no estágio, e, portanto, deram-nos uma semana de descanso. Quando voltarmos, teremos de nos habituar a uma nova equipa, a novos colegas e a um novo serviço. E está tudo bem. No início vai custar um pouco, mas depois acabamos por nos acostumar.
Mas, desta vez, estou aqui para falar de férias... ou, mais propriamente, do quão boas ou más elas se podem tornar. Enquanto estudantes, não paramos de pensar no merecido descanso, naqueles dias bons de verão e no sol a pousar no nosso rosto, sem pressas, sem trabalhos e sem partidas. No entanto, quando essa tão desejada altura decide aparecer, por várias circunstâncias, pode não ser tudo como esperavas. Os teus planos são um pouco abalados, de vez em quando. As férias são ótimas e fazem-nos muito bem, contudo, às vezes, trocam-nos as voltas. Quando dás por ti, já se passaram quatro dias e tu nada fizeste do que estar em casa... sozinha. A vida torna-se monótona, e algumas pessoas sabem o que o tempo a mais faz à nossa mente. Por muito que tentemos manter o rumo correto, a certo ponto, perdemo-nos. Perdemo-nos na solidão de nós mesmos e na rapidez com que a vida insiste em passar. Destruímos a maior parte do nosso tempo a pensar no que teria sido, ou a pensar somente. E isso magoa-me. Destrói-me. Destrói-me voltar a ter tempo para pensar nos obstáculos do passado... tanto que, por vezes, só queria ter a mente ocupada com o trabalho, por muito duro que ele se torne.
Queria férias de verdade, na verdade.
Ps: Acho que não se pode ter tudo, não é assim?
Ps: Acho que não se pode ter tudo, não é assim?
sábado, 22 de abril de 2017
Manhãs bagunçadas.
As manhãs bagunçadas são as que mais aprecio. Aquelas em que acordamos, não sabemos bem se nos levantamos ou continuamos na cama a pensar no futuro. Aquelas em que fazemos o pequeno-almoço e o tomamos sem pensar muito no que virá depois, ou na pressa que costumamos ter. Gosto de manhãs assim - sentada na cama, a escrever, a ouvir música e a sentir o sol radiante lá de fora. Gosto que não tenhamos de acordar cedo porque o dever chama, mas sim porque nos apetece. Gosto de estar de pijama, de me sentir confortável e de acreditar que o mundo é meu, por quanto tempo quiser. Que venham mais manhãs assim e que o sol continue a brilhar.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Já fui um livro aberto.
Um dia, fui um livro aberto. Permiti que virassem as minhas próprias páginas como bem entendessem, encontrava-me sempre disponível, não só para ouvir, como falar das minhas experiências, na esperança de que isso pudesse ser útil para alguém.
Hoje, um pouco mais amadurecida, percebi que nem todos merecem conhecer a minha história. O mundo não vai ficar melhor porque eu deixei que outros entrassem no meu livro. Por vezes a sociedade, quando sabe demais, tenta destruir-te. Embora acredite que, na maioria das vezes, as pessoas o façam de forma inconsciente.
Escolhi fechar o meu livro e deixar que, quem realmente merece, o descubra com o tempo. Sem pressas, sem páginas por ler, e com muita vontade de criar mais histórias, mais memórias.
Não deixem, nunca, que outros escrevam a vossa história, e não permitam que alguém tenha o discernimento de vos amar menos que vós mesmos. Merecemos mais, e merecemos muito. Merecemos uma história escrita e contada por nós. Somos o que sentimos e não o que outros lêm. Lembrem-se sempre disso e descubram novas páginas do vosso livro todas as manhãs.
segunda-feira, 17 de abril de 2017
O sol está a chegar e não faltam motivos para sorrir.
O sol tem espreitado e talvez tenha vindo para ficar. Dizem por aí que ainda virão uns dias de chuva, mas como não há arco-íris sem um pouco de chuva, tudo bem.
É sempre bom quando olhamos pela janela, logo pela manhã, e vêmos o sol que nos espera - ilumina-nos, faz-nos subir a autoestima, dá-nos outra vontade de enfrentar o dia.
E dias de sol são sempre bons para sorrir... pensem nos passeios à beira-mar, nos cafés com os amigos em esplanadas, quando a lua se põe, nas churrascadas em família, nos jantares no jardim, nos passeios matinais e na vontade um pouco mais acrescida que o sol nos dá de fazer exercício físico. O sol é bom e faz-nos bem. Por isso, aproveitem cada minuto. Dentro e fora do trabalho, sozinho ou acompanhados, antes ou depois de estudar... façam tudo o que vos compete, mas desfrutem, porque dias destes não duram tanto assim.
Ps: parece que amanhã vai chover... espero que a vontade de enfrentar o dia permaneça.
quinta-feira, 6 de abril de 2017
Porque hoje foi um dia bom.
A vida está coberta de injustiça. As pessoas nem sempre vão ser boas para as outras, e existirão mais obstáculos sempre que derrubarmos um. E muitas vão ser as vezes em que a maior vontade será gritar... gritar ao mundo e dizer que isto ou aquilo não está certo.
Mas, por vezes, vamos ter de ser mais fortes do que isso. Vamos ter de nos encher de dignidade e, talvez pretendendo ser um pouco mais crescidos, vamos ouvir, fazer por não dizer nada e, acima de tudo, dar o nosso melhor. E as coisas nem sempre serão fáceis... mas vamos ter de enfrentar isso e dizer para nós mesmos: "Eu consigo."
Porque, às vezes, estamos melhor calados. Porque também demonstramos a nossa maturidade nas coisas que não dizemos.
As coisas vão passar a correr bem quando fizermos por isso, quando, apesar de tudo, enchermos o peito de vontade, o coração de bondade e os músculos de força. E eu sei que, depois disso, seremos recompensados. Depois, existirão dias como este - em que, finalmente, somos elogiados pelas coisas que fazemos.
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