segunda-feira, 27 de março de 2017

Ele não é uma estrela no céu, é uma estrela nas nossas vidas.

Sentimos a tua falta, avô.
Faz-nos falta a tua calma, a tua paz e a tua serenidade. Faz-nos falta o teu sorriso quente e o teu olhar de aconchego. Não dizias muito, mas mandavas sempre as tuas piadas, sorrias sempre quando se falava de amigos e falavas sempre coberto de carinho, mesmo nos dias que não eram tão bons assim. Estavas sempre pronto a estender a tua mão a quem quer que fosse. E eu agradeço por todos esses ensinamentos. Ajudaste a construir tudo aquilo que somos hoje. Se somos pessoas melhores, isso também se deve a ti.
Não sei onde estás agora, mas acredito que, de uma maneira ou de outra, sejas capaz de sentir aquilo que te dizemos baixinho. Espero que saibas que temos orgulho na pessoa que nunca deixarás de ser nos nossos corações. Obrigada por teres deixado tantos amigos, tantas coisas boas e tantos motivos de orgulho. Obrigada por chamares "Ana" a todas as netas e por nos fazeres sentir que família é amor.
Fazes-nos falta.

domingo, 26 de março de 2017

E que venha força para mais uma semana.


E mais uma semana se avizinha. O fim-de-semana, como sempre, passou num piscar de olhos. Desci da camioneta para voltar a entrar logo a seguir. E, agora, apercebo-me do quão rápido tudo passou. Não só o fim-de-semana, mas a semana, o mês... a vida. É irónico o facto de desejarmos que a semana passe a correr e o fim de semana lentamente. Queremos que chegue rápido a sexta-feira, mas queremos, por outro lado, que a vida vá passando por nós devagarinho. Queremos tudo sem ter nada, e temos tudo sem saber.
Que sejamos capazes de tirar o melhor proveito da semana, e que a transformemos num bom motivo para esperar um ótimo fim-de-semana.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sou metade lua e metade terra.

Sou pessoa de amizades, de gente, de grandes gargalhadas, de histórias vividas em grupo e de memórias que enchem o coração.
Mas, à parte de tudo isso, preciso de tempo comigo e para mim - tempo para me conhecer, para refletir e para perceber o quanto mudei, dia após dia. Gosto do meu canto, de ficar a sós comigo mesma e do meu pequeno mundo. Gosto de jantar sozinha de vez em quando, e de o fazer enquanto faço outras coisas de que gosto - enquanto vejo uma série, vagueio pelo blog, pelo tumblr, ou ouço aquela música que esteve na minha cabeça todo o dia. Estar comigo, de vez em quando, ajuda-me a pensar, a saber e a sentir melhor. Preciso de tempo para aprender a gostar de mim. Para falar sozinha, para refletir acerca daquilo que foi o meu dia. Gosto de perspetivar o que posso mudar, e gosto também de sentir muita coisa, que realmente preciso de sentir, sozinha, no meu espaço e na minha paz. Sou assim, metade de mim pensa com o coração e a outra com a cabeça, sou metade lua e metade terra. Sou uma pessoa um pouco diferente todos os dias. E que a vida nos continua a mudar... para melhor.

domingo, 19 de março de 2017

Enquanto quiseres, a vida vai surpreender.

Apercebi-me de que, quando batemos com o pé no chão e pedimos a nós mesmos por uma mudança, as coisas mudam. Tem sido tudo muito difícil - o estágio, a semana cansativa, as viagens longas, o estudo, o pouco tempo que passo com a família, os amigos que não vejo... enfim. Mas eu decidi aglomerar as coisas boas num saquinho, e levá-lo às costas para todo o lado.
Se, hoje, não está a ser fácil, nunca irá ser. Se hoje me custa passar apenas o sábado e parte do domingo com os meus, não sei se um dia não terei de passar meses sem os ver. Se o estágio está a ser desgastante, a vida profissional será mais ainda. E os amigos? Os verdadeiros, poucos, mas verdadeiros, vão continuar cá. Porque a distância não muda nada e a presença é subjetiva. Escolhi ser melhor. Vou colecionar as críticas construtivas e prometo dar o melhor de mim para as mudar. Vou olhar ao espelho e sentir orgulho em mim, na pessoa e na profissional em que me estou, aos poucos, a tornar.
E nunca terei tudo. E haverá sempre um problema, uma lágrima no canto do olho e um murmúrio de saudade. Mas, enquanto eu souber sorrir, vou fazê-lo. É que, quando não há uma porta, há sempre uma janela. E, se não houver, nós inventamos.
Agora vamos ser felizes e, embora o domingo seja curto, vamos aproveitá-lo como se fosse o melhor dia da semana.
Ps: enquanto houver saudade, há vontade de voltar.

terça-feira, 14 de março de 2017

E amanhã é outro dia.

Hoje o dia não foi dos melhores. Acordei com a sensação de que não seria um dos melhores dias - e tinha razão. Tenho a cabeça demasiado ocupada com outros problemas. Problemas que estão bem longe daqui, mas que me interrompem o sono como se estivessem perto. Estava um pouco mais para baixo. Mas o dia até estava a correr bem. Pela primeira vez, fiquei responsável por 3 doentes, o dia acabou por ser uma agitação constante e um amontoar de coisas novas. No entanto, sinto que, embora receosa, fui capaz de fazer tudo o que me competia corretamente. Apesar disto, no final do turno, fui abordada por uma enfermeira que me disse que eu precisava de aprender a passar mais confiança. Disse que eu havia feito um bom trabalho, mas que era uma pessoa com falta de confiança, que passava essa insegurança para os outros. E assim fui durante toda a minha vida. Sou uma pessoa insegura, fui uma menina insegura e sei que vou continuar a sê-lo enquanto mulher. Não sei explicar a razão de assim ser, mas sei que, por muito que tenha a certeza de algo, e mesmo que tente confiar em mim e na minha capacidade, continuo receosa, insegura e com muito medo de errar. E isso está a prejudicar-me. Eu adoro o que faço, e sei que o faço bem - pelo menos esforço-me todos os dias para que isso aconteça. No entanto, uma parte de mim não consegue confiar na pessoa que vê ao espelho e vive com medo de ser repreendida. E, o pior é que, quando isso acontece, eu desabo. Desabo e passo ainda mais insegurança. Quero muito mudar isso mas, neste momento, só precisava de estar com os meus e de esquecer as coisas menos boas.

sábado, 11 de março de 2017

Dias cinzentos não fazem da vida cinzenta.

Hoje venho falar de dias cinzentos. E não me refiro às nuvens escuras ou aos pingos de água que caem lá de cima. Refiro-me aos dias solarengos, cheios de gente na rua, cheios de vontade no ar. Dias em que o mundo parece estar bem. Mas, mesmo assim, são dias que te assombram. Dias em que descobres verdades cruas, lições cruéis e aprendes o que desejavas não saber. São dias em que o mundo te cai aos pés e em que outros, por quem sentias carinho, te caem aos pés também. São dias assim que tento enfrentar com toda a garra. Luto para tentar derrubar o muro entre o meu bem-estar e aquilo que me feriu. No entanto, por vezes, estás ferida porque outro alguém se feriu. E não há muito que possamos fazer ou dizer... às vezes, as palavras cessam e a boca esquece de falar. Mas o coração não deixa nunca de sentir... e é isso que nos afeta tanto.
Ps: por trás de uma nuvem esconde-se sempre um sol.

terça-feira, 7 de março de 2017

Um novo mês a começar e tanta desculpa para fazer valer a pena.

Todos os dias são bons dias para fazer diferente, para fazer melhor. Mas, quando um mês acaba e outro começa, parece que se torna mais fácil abrir novo capítulo, quase como se a vida nos estivesse a dar uma nova oportunidade, mês após mês. É tempo de fazer balanços, de viver o que não vivemos no mês passado, de criar novas memórias e de fazer de março um mês para, mais tarde, recordar. E tudo depende de nós.
É certo que nem todos os dias vão ser bons dias, vamos acordar com vontade de ficar na cama, mas também vamos acordar com vontade de ir à luta. E espero que seja um mês, não só de recomeços, mas de aprendizagens. Espero que saibamos ser capazes de ouvir críticas e de trabalhar para as melhorar. Espero que reclamemos menos, e agradeçamos mais. Espero dar valor às pequenas coisas e sobrevalorizar as que, no fundo, nos magoam. Espero que sejamos felizes e, se não sorrirmos hoje, que não percamos a oportunidade de o fazer amanhã.

sábado, 4 de março de 2017

Uma semana curta e complicada, mas que já acabou.

Esta semana foi terrível - andei a mil á hora. Dormir mal, levantar cedo, chuva, trabalhar oito horas seguidas e ainda ter de fazer trabalhos quando, finalmente, chegas a casa, são conjugações que, certamente, não combinam. Ontem, depois do estágio, fui direta para a camioneta e fiz 3:30h de viagem... foi tão desgastante. Estas viagens quebram-me o sistema e, confesso, só me dão vontade de chorar. É aquele momento da semana em que parece que tudo desaba. Finalmente, para um bocado... mas é um bocado demasiado grande. São muitas horas sentadas num assento de camioneta, e uma dor de cabeça do tamanho do mundo. Ás vezes, questiono-me se serei capaz de continuar com este ritmo desgastante durante mais 2 anos. Tenho medo. Medo de não ser forte o suficiente ou de, simplesmente, um dia destes cair para o lado com tanta agitação.
Mas a boa notícia é que hoje é sábado e, embora amanhã já tenha de voltar ao ritmo, vou aproveitar para descansar e para estar com a minha família, da qual sinto tanta falta.
Aproveitem o fim-de-semana e façam por sorrir, mesmo que chova muito.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...