Não sei bem por onde começar, mas vou tentar ser o mais explícita possível para que percebam o quanto adorei esta experiencia.
Para os que me conhecem, o facto de eu querer fazer esta viagem nunca foi desconhecido, Inglaterra sempre me encantou. E esta foi, sem dúvida, uma das melhores semanas da minha vida. Tudo superou as minhas expectativas.
Inicialmente, pelo que me contavam, tinha a ideia de que os ingleses eram pessoas mais frias, encobridas pelo stress do dia-a-dia, o que os fazia desperceber do mundo à sua volta - estava totalmente errada. Foram todos extremamente afáveis, pediam desculpa por tudo e por nada e agradeciam da mesma forma. Os mais idosos olham para nós na rua e sorriam... o que, sem dúvida, me aquecia a alma. Venho completamente encantada. O ponto forte, como era de esperar, foi a visita a Londres - 2 dos dias foram para visitar Londres. Foi muito melhor do que aquilo que imaginava, aquelas ruas transbordam história, havia memoriais em todos os cantos, saudações a pessoas que já partiram e notava-se um carinho enorme por aqueles que fazem o país crescer. As ruas tinham vida! Quando anoitecia, por volta das 17 horas, tudo se iluminava e se tornava ainda melhor. Adorei cada canto daquela cidade - o Big Ben, a Tower Bridge, o Piccadily, o Buckingham Palace, o museu... tudo! A cidade é mesmo bonita, e, para cada lado que olhássemos, via-mos pessoas a correr, jovens a passear e a desfrutar de momentos com amigos. Parámos algumas vezes em cafés, porque o frio que se fazia sentir lá fora era mesmo desgastante. Obrigaram-nos a falar inglês e confesso que isso foi ótimo para nós. E sabem o melhor? Para cada lado que fôssemos, quer fosse para almoçar, tomar o pequeno almoço ou beber um chá quente, haviam sempre opções sem glúten... claro que fiquei encantada!
A vila onde ficámos, ainda desviada cerca de uma hora de Londres, chama-se Bury St Edmunds, é onde mora a irmã do Hugo, com o namorado. Tenho a dizer que aquela pequena vila é maravilhosa. Mais uma vez, coberta de pessoas carinhosas, que nos faziam sentir bem. As casas eram super aconchegantes e havia parques em todo o lado... com esquilos amorosos!
Visitamos, também, uma praia nos dos dias. Escusado será dizer que estava um frio apavoroso, mas foi muito interessante ver a diferença das praias relativamente às nossas. Não havia areia, só jogas, e eram imensas as pessoas que andavam por lá a passear e a treinar os seus cães - foi mesmo giro.
No sábado, o nosso último dia, visitamos Cambridge, outro local que sempre quis visitar. Não era, de todo, o que eu imaginava, mas isso não significa que tenha sido mau... pelo contrário! Imaginava um local mais à Harry Potter, cheio de grandes edifícios e montes de turistas. Aquilo que encontrei foi um local também cheio de vida, mas mais acolhedor do que pensava - muitos espaços verdes, animais, universidades, pequenos barcos, mais memoriais, edifícios cobertos de história e, sim, turistas, muitos turistas.
Aquilo que mais me deixou pena em toda esta viagem, foi o facto de não ter por perto a minha família, eu sabia que eles iam adorar estar lá comigo. Foram semanas mágicas! O meu irmão e o meu pai teriam adorado Londres, todas aquelas atrações e lojas engraçadas, o meu irmão ter-se-ia fartado de tirar selfies na neve, a minha mãe teria adorado todas as paisagens, e a Cat teria delirado comigo o tempo todo - na confusão do metro, nos lanches bons e nos passeios em si.
No entanto, tive a oportunidade de passar tempo com o meu amor, coisa que não acontecia à imenso tempo, e tivemos oportunidade de conversar os dois, de pensar no futuro e de criar novos sonhos juntos. Adorei cada momento passado em casa também - deu para matar saudades, para fazer jogos engraçados, para ver filmes e reclamar dos seus finais estúpidos, para cozinharmos todos juntos e para nos empanturrarmos de brownies sem glúten (sim, venho com mais borbulhas). Adorei ouvir e falar ingles, senti-me realmente bem. Delirei, principalmente, com a neve. Parecia uma criança, completamente cheia de frio (apesar de parecer um pneu Michelin com a quantidade de roupa que tinha), mas sempre na rua a tentar apanhar os flocos que caiam. É um mundo à parte mas com o qual eu me identifiquei completamente - até porque, tal como eu um dia serei, a Alexandra (irmã do meu namorado) e o Bruno são enfermeiros, pelo que também passamos grande parte do tempo a falar do hospital, das oportunidades que eles tiveram, e das escolhas que se viram obrigados a fazer. Aconselho vivamente a todos esta experiencia, desde que saibam planear as coisas com tempo e com vontade, que desfrutem com os que mais amam e que sejam felizes. Assim que conseguir, deixo aqui umas quantas fotos para vocês - sim, porque com um namorado fotógrafo, há sempre imensas fotos para qualquer sítio que vão.