quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Merry everything.

O ano está prestes a terminar e há algumas coisas que eu gostaria de ver serem diferentes em 2018. 
Ainda tenho alguns dias de férias, mas o facto de, para a semana, ter de voltar para a cidade onde estudo, deixa-me ansiosa, receosa. Eu sei que é um medo ridículo, mas passo imenso tempo a pensar nisso. A pensar no facto de ainda ter um mais um ano pela frente, depois deste. Por vezes, questiono-me se serei capaz. Sou demasiado insegura, e isso magoa-me por dentro.
Mas queria aproveitar o novo ano  da melhor forma. É que todos os finais de ano a história se repete - desejamos por mil e uma coisa, como se nunca nada estivesse no lugar certo. E a verdade é que está. Está tudo onde devia estar. Por isso este ano espero ter mais tempo para saborear os detalhes da vida. Espero ser capaz de deixar as minhas inseguranças de parte, de vez em quando. Quero ter vontade de sair da cama e de enfrentar novos desafios. Quero continuar com o bom rumo que tenho definido. Quero levar comigo as boas coisas deste ano e duplicá-las. As menos boas espero que sirvam de lição, que sejam mais uma aprendizagem e que me façam crescer. Espero continuar a trabalhar para me tornar a melhor profissional, a melhor namorada, a melhor amiga, irmã e filha que posso ser. Quero dar o melhor de mim e saber reconhecer sempre que o fizer. Que eu tenha muito orgulho em mim, mesmo quando errar ou passar completamente ao lado.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Can't wait, babe.

Amor, mal posso esperar por construir uma vida a teu lado. Mal posso esperar por construir o nosso pequeno mundo, passo a passo. Foste a melhor coisa que a vida me deu, e eu não imagino viver um dia sem te ter perto do meu coração. 
Com o tempo a passar, sinto cada vez mais vontade de acordar a teu lado, de planear a minha vida contigo.
Um dia, vamos poder decorar a nossa casa, ter as nossas coisas e tornar o nosso mundo um pouco mais especial. Acho que não tens noção do orgulho que nutro por ti. Eu sei que, por vezes, não sou a melhor do mundo, sei que te chateio com coisas que não valorizas, mas faço-o porque quero que te tornes na melhor versão de ti mesmo. Quero que o mundo te veja como eu te vejo. Quero que possam ver mais do que uma cara bonita e que vejam um bom coração, como eu tenho oportunidade de ver todos os dias. E eu sei que nem sempre é fácil. Não somos perfeitos e temos todo o direito de acordar com os pés fora da cama, de vez em quando. Mas, por vezes, temos de pensar antes de falar para que, depois, não nos arrependamos de nada. Temos de crescer um pouco mais todos os dias, com as mais diversas situações. E é isso que eu quero para ti e para nós. Que cresçamos um com o outro. Que mudemos de perspetiva de vez em quando, que nos saibamos colocar no lugar do outro. São quase 3 anos de ti, e eu sinto que te trouxe comigo durante a vida toda. Conhecemo-nos tão bem e continuamos a ter a capacidade de nos surpreender um ao outro. Admiro muito aquilo que somos e o que, todos os dias, somos capazes de enfrentar. Quero-te comigo para sempre, porque te tornaste em muito mais do que aquilo que algum dia pedi.

I'm feeling 22 ♡

Não tenho palavras para descrever a felicidade que sinto depois de todo o carinho que me deram. 
A vida está a passar depressa, e tanta coisa tem acontecido. Mas, finalmente, posso dizer que sinto orgulho na pessoa em que me estou a tornar e na força que tenho vindo a mostrar a mim mesma. E muita dessa força se deve ao apoio que todos os que me rodeiam têm demonstrado. Cada um à sua maneira, mas todos os que me são importantes me fizeram sentir especial. E eu fiquei tão feliz. Sem dúvida que são as pequenas coisas que nos fazem felizes. Um obrigada gigante aos meus, que tanto me motivam a continuar, mesmo que nem sempre se apercebam do quanto aquilo que fazem muda o meu dia. Adoro-os e só peço que a vida lhes dê tanto carinho como aquele que senti ontem.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Finalmente de férias!

Ainda nem acredito que aquele martírio, finalmente, acabou. Nunca tive tão pouca vontade de sair da cama de manhã para ir para um estágio. Este ensino clínico foi a prova viva de que, quando a equipa não te acolhe, não consegues fazer quase nada.
Mas a boa notícia é que já passou, e eu não vou ver aqueles que se dizem profissionais, nunca mais! Estou de férias, é a melhor época do ano e eu quero aproveitar cada pormenor. Espero que passe bem devagarinho para termos todo o tempo do mundo para partilhar muitas memórias com os nossos. Que seja um Natal muito feliz e que saibamos transportar o brilho que esta época transmite para todos os dias no ano.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Que tenhas a paz que tanto mereces, avó.

A vida tirou-te de nós, avó. Mas, neste momento, só consigo pensar na guerreira que foste, no quanto lutaste e no quanto merecias um pouco de paz e tranquilidade. Espero que, onde quer que estejas, estejas feliz, e tão orgulhosa daquilo que construíste como nós estamos de ti. Ensinaste-me muito e confesso que estava a ser muito difícil ver-te desistir de dia para dia. Irradiavas vida, mas a vida tirou-te isso tão depressa... e eu só tenho pena que tenha sido assim.
Amamos-te muito. Obrigada por tudo. Serás sempre uma lutadora, e é assim que te vamos continuar a recordar.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Amanhã vou querer algo diferente.

Hoje não quero que o amanhã chegue. Mas quero muito que a semana passe. Que passe rápido e que as férias de Natal venham e durem uma eternidade. 
Queremos sempre em demasia e, normalmente, queremos coisas opostas e a mesma coisa em tempos diferentes. Somos tão complicados. Complicamos em tudo e por tudo. 
Mas, por agora, continuo a querer que o amanhã demore a chegar. Queria só ficar aqui... Na cama, a descansar, debaixo destes cobertores que tanto me confortam. E não quero pensar em nada, por um momento. Quero só estar aqui. Comigo e com a minha paz. E que amanhã seja um dia bom. E que a noite seja capaz de recarregar todas as energias de que preciso. E é só. Amanhã vou querer algo diferente

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Ansiosa para que acabe.

Este estágio poderia ser um dos melhores. A experiência é incrível, as pessoas com quem lidamos são incríveis e carregam consigo histórias impressionantes.
Mas o trabalho faz-se em equipa e, quando a equipa não está unida, não dá o seu melhor ou quando decide trabalhar pelo método individual, as coisas não correm tão bem.
E eu nunca pensei tantas vezes em desistir como, neste momento, tenho pensado. Toda agente sabe o amor e orgulho que nutro por este curso, mas tem sido desgastante emocionalmente.
Todo o stress que se vive diariamente e a forma arrogante com que se dirigem a nós, lembra-nos, de todas as vezes, que não nos querem lá, o que é super desmotivante.
Mas faltam apenas duas semanas e eu vou continuar a dar o melhor de mim, a ser e a dar aos outros o melhor que tenho. Vou tentar manter-me positiva... vai acabar por correr tudo bem, e eu vou aprender a fingir que não ouço certas cosias, porque assim é muito mais fácil.
A única coisa que me vai deixar pena, quando formos embora, é saber que vamos deixar ali sozinhas todas aquelas pessoas.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

O mundo aos olhos dos outros.

Um dia, perdida a percorrer uma das autoestradas que liga Portugal de lés a lés, parei um pouco para pensar. Aquelas pessoas, que entravam no mesmo autocarro do que eu, com o mesmo destino e que se sentavam em lugares perto do meu têm, assim como eu, as suas vidas, os seus motivos, as suas circunstâncias. Como é que podemos julgar tanto aquilo que desconhecemos? Comecei a refletir e pensei "será que alguém está numa situação semelhante à minha, que o obriga a ter de fazer todas estas viagens por semana para ser capaz de conciliar tudo?" "talvez estejam numa situação pior", pensei.
A verdade é que nós sempre vemos o exterior de cada um, e achamo-nos no direito de julgar o que possa vir estar a acontecer no seu interior, sem sequer conhecer parte dele. As pessoas trazem consigo uma história. Uma vida coberta de memórias, de vivências, de experiências únicas que as faz ser, agir e reagir de forma, também, única. Gostava que o mundo fosse menos crítico, e mais acolhedor. Ninguém sabe o que está por trás das portas de cada um. Ninguém imagina o sofrimento, a angústia e o medo que o outro pode estar a sentir quando está rodeado de nada. É que, quando estamos sozinhos, no nosso canto, as coisas mudam de figura. Podemos chorar, podemos ser o que quisermos porque ninguém nos ouve, ninguém nos vê, ninguém nos julga. Escondemos aquilo que sentimos perante a sociedade porque, no fundo, sabemos que o vão interpretar de forma diferente. E isso está tão errado. É injusto que o mundo não possa ser visto com os mesmos olhos por todos nós. Hoje espero que faças a diferença. Espero que, antes de dizeres aquilo que te vai na alma, pares um pouco para pensar nos motivos dos outros. Não te esqueças que o teu 8 pode ser o 80 do outro. E não te esqueças também que, às vezes, um abraço faz a diferença. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Ganha balanço nas descidas para teres força nas subidas.

A verdade é que, desde que começaram as aulas, a minha vida tem sido uma correria. Na universidade, são montes de frequências, trabalhos, grupos de estágio para decidir. Aqui, são as consultas, as suposições e o marca e desmarca que me dão cabo do sistema. Foi complicado conciliar os fins-de-semana curtos e cheios de estudo com as minhas pessoas, com o tempo que deveria ter passado com elas. Queria ter tido mais tempo para visitar os meus, para repartir uns abraços com quem me faz falta. Mas tive de estabelecer prioridades. E eu prometi que faria tudo à primeira. E assim foi. Um semestre teórico já passou.
Esta semana estou por cá, na minha cidade, com as minhas pessoas, e vou aproveitar para descansar, para me divertir e para, principalmente, colocar as ideias em ordem nesta cabeça. Uma cabeça que precisa de paz, de tranquilidade. Tem sido muita coisa a acontecer num curto espaço de tempo, e o problema não é a situação em si, mas sim as consequências disso, que acabam por me obrigar a ter de fazer muita coisa diferente. Mas aqui tenho todo o apoio de que preciso, e não poderia estar mais otimista. Eu sei que vai tudo correr bem. Tem de correr. Tenho de acordar todos os dias e agradecer por tudo aquilo que tenho. E eu tenho tanta coisa para agradecer. Positivismo atrai positivismo. Por isso esta semana vai ser coberta disso mesmo. Prometo (tentar) não sofrer por antecipação. 

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

It's all so messy.

É tudo tão estranho - as ligações que se vão desvanecendo, as chamadas que vão sendo deixadas de parte, as mensagens que nunca se enviaram. Fica estranho, constrangedor. Há qualquer coisa cá dentro que nos faz querer saber, que nos preocupa e que nos faz procurar. Mas depois é o tempo. Esse que já passou e criou alguns entraves entre nós, serve de desculpa para aquilo que não foi dito, que não foi feito. Mas eu tenho saudades. Daqueles lugares que não visitei mais, das pessoas com quem não estive mais. Ganhei tantas outras coisas, fiz tantas outras amizades. E que boas amizades são. Mas as primeiras marca-nos de outra forma, e parte de mim sente falta desses tempos.
#DiasCinzentosSãoDiasDeNostalgia

sábado, 28 de outubro de 2017

Overthinking.

Não sei porquê, mas sinto que algo está diferente. Provavelmente sou apenas eu e as minhas manias. Deverá ser só mais uma fase. Daquelas pelas quais uma pessoa como eu passa a toda a hora. Isto de não saber como vou acordar no dia a seguir é muito estranho, muito incerto. Mas eu sou mesmo assim - complicada e com um fuso horário sempre trocado. Talvez tenha muita coisa em mente e isso me faça ver as coisas com menos clareza. Talvez as minhas dúvidas e as minhas incertezas sejam fruto da falta de descanso e de tempo para mim. Mas isso está quase a mudar. Não tarda terei uma semaninha livre de trabalhos, exames, complicações, e poderei aliviar esta cabeça do turbilhão de emoções em que se encontra. Está quase. Pensamento positivo. Sempre.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Um dia que acordou cinzento.

O dia nasceu cinzento, o sol não marca a sua presença e tudo o que se sente é o fumo que ficou de uma das piores noites de sempre. Foi assustador, avassalador. Pensar no que poderia ter sido, nos poucos minutos que nos afastavam das chamas e, ainda, viver na angústia de quem não sabe o que se passa com os seus. 
Portugal está revestido sob um manto negro - hoje tudo é cinza, tudo é tristeza. E eu não podia estar mais triste. Agora, segura, olho pela janela e tudo o que vejo é o fumo que marca a história das vidas que, ontem, se perderam. Como é que é suposto vivermos com isto? Como é que é suposto vermos o nosso mundo a deteriorar-se aos poucos e, na nossa impotência, não sermos capazes de fazer nada? Quero voltar para os meus, quero que me digam que não passou de um sonho mau. Mas nem há rua podemos sair... era assim que imaginavam o fim do mundo?

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O melhor que a praxe nos pode dar.

Surpreendentemente, acabo de receber um pedido de apadrinhamento. Esta semana não estava a ser fácil, mas tornou-se melhor quando ela me bateu à porta do quarto e, envergonhada, me perguntou se eu queria ser madrinha dela. Eu fiquei sem palavras. Não esperava, de todo, mas, lá no fundo, sempre me senti muito conectada a ela. Temos uma ligação que não sei explicar. Ainda não nos conhecemos bem, mas temos imensa coisa em comum e eu estou a adorar conhecer aquela rapariga que, imaginem, é de Braga! Poderia ser melhor?
Espero ser um bom exemplo para ela, espero trazer-lhe tantas coisas boas como a minha madrinha me trouxe e espero, ainda, ser capaz de a deixar orgulhosa.
O meu percurso académico acabou de ser tornar ainda melhor, e eu espero que o dela seja tão bom ou melhor que o meu.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Fazem-me falta.

Hoje está a ser mais um dia daqueles. Um daqueles dias quentes mas que sabem a frio. Custou sair da cama. A cabeça pesava como se a noite anterior de uma festa se tratasse. 
Não sei porque razão, mas, de vez em quando, tenho dias assim - em que sinto falta de tudo, quero estar sozinha, no meu canto, com as minhas coisas, no meu mundo. Sei que penso demasiado, mas isso faz parte de mim e eu não consigo fazê-lo com pessoas ao meu redor. Parte de mim deve ter medo que percebam o que vai cá dentro. 
Neste momento já não estou sozinha - é a vida de quem estuda longe de casa. E, bem lá no fundo, tenho que admitir que o facto de não estar sozinha até me faz bem, pelo menos ajo de forma mais normal um bocado.
Mas só queria voltar, estar junto dos que amo, ter o apoio e carinho deles bem perto de mim. Não gosto da minha versão nostálgica, lamechas... fico estranha. Mas a verdade é que sou muito ligada aos meus, e é tão estranho estar longe. Não precisava de muito, só dos abraços deles, daqueles olhares que trazem conforto.
O Hugo sabe sempre como agira para me fazer sentir melhor, e eu sinto tanto a falta dele. Espero que amanhã acorde com mais energia, com mais vontade. Espero voltar a ser a pessoa que sempre fui.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Um dia, vou ser a enfermeira mais orgulhosa.

Quando estudas enfermagem, tendencialmente, és bombardeada com a pergunta "porque é que não foste para medicina?", e, devo dizer, custa. Mas o que custa não é a circunstância em si, é a mente retrógrada das pessoas que fazem perguntas assim, muitas vezes inconscientes.
Apesar de serem duas profissões da área da saúde, que vão à vante porque uma depende da outra, são profissões distintas. Funções distintas, normas distintas, horários distintos, entregas distintas. Ambas se baseiam no amor e no carinho que é necessário fornecer ao outro, mas de forma tão diferente.
Hoje, orgulho-me imenso de mim e do percurso que escolhi. Enfermagem é uma ciência autónoma, autodidata, que depende em muito da medicina, claro que sim. Precisamos de um diagnóstico médico para poder cuidar, estar junto, apoiar, trazer de volta a qualidade de vida que aquela pessoa merece. E isso somos nós que fazemos. A entrega é nossa, dos bons profissionais de saúde. 
E, ainda enraizado na nossa sociedade, está a ideia de que os enfermeiros servem para dar injeções e fazer pensos. Choca-me tanto quando me apercebo desta visão nada alargada dos factos. Infelizmente, ainda não me ouvem (ou não querem ouvir) muito. Ainda acham que nós pouco fazemos. E eu tento explicar, mas há algumas cabeças ocas por aí que não fazem o mínimo esforço para perceber. E entristece-me. É que a enfermagem está numa luta constante pelos direitos a que tem direito. Não somos só deveres, horas a mais, pagamentos em atraso. Não andamos 4 anos a aprender, a assimilar conteúdos médicos que nem sequer podemos pôr em prática, mas que somos obrigados a saber, para nada. Não temos o conhecimento necessário até precisarem de nós. Até ter de ser um de nós a agir, porque, nesse momento, já podemos conhecer tudo e mais alguma coisa. E essa mentalidade tem de acabar. Se isso não acontecer, a emigração vai continuar a ser um ponto forte. Porque queremos ser reconhecidos, valorizados pelo nosso esforço e dedicação. 
Espero que as coisas mudem, não só o país, a política, a legislação, mas também os próprios enfermeiros - aqueles que vivem frustrados e se esquecem que, na hora de cuidar do outro, os nossos problemas devem ficar do lado de fora da porta.
Esforcem-se por fazer aquilo que amam, lutem pela mudança e sejam felizes.

domingo, 1 de outubro de 2017

Atrás dos problemas dos outros.

Acho que, quando quando se atinge certo limite, aprendemos a desenvolver uma defesa tal, que somos capazes de esconder qualquer coisa. E pensam que está tudo bem, o trabalho corre bem, as notas são boas, ela sorri imenso e está sempre a dizer piadas. 
Mas as coisas acontecem e, de repente, toda a gente se pergunta porquê.
Aquela que parecia ser uma vida cheia de coisas boas, afinal, não era assim tão boa. Ela era boa a esconder os problemas, não a livrar-se deles.
É que perdemos demasiado tempo a falar da vida alheia, a criticá-la e a julgá-la, mas, na verdade, não sabemos o que se passa atrás de cada porta. Não sabemos o que acontece depois de cada "até amanhã". Sabemos tão pouco, e falamos tanto. Depois, abismados, perguntamo-nos porque é que as coisas acontecem. Mas, ao que parece, esquecemo-nos de que nunca ninguém tem uma vida tão perfeita assim - por mais amigos que tenha, por mais feliz que possa parecer. Todos, sem exceção,  carregamos às costas um passado que nos trás medos, receios e incertezas. Uns sabem lidar com isso, outros ainda estão a aprender.
E outros escondem-no por trás das coisas boas. Têm a perspicácia de atenuar os seus problemas em prol dos problemas dos outros. E, se pensarmos bem, enquanto pensamos de que forma podemos ajudar outro alguém, acabamos por nos esquecer daquilo que nos atormenta, para dar lugar àquilo que atormenta o outro. Talvez isso seja uma estratégia pouco criativa, talvez até não leve a lugar algum. Mas ajuda. Estejam atentos aos mais pequenos detalhes. Eles dizem tudo.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Paremos para pensar naquilo que realmente importa.

Já todos sabemos que, num minuto, a vida pode mudar drasticamente. Mas acho que, na verdade, só nos apercebemos da realidade por trás disso quando vivemos um desses momentos - em que, de um segundo para o outro, tudo se altera.
Tive sorte, tive muita sorte. Enquanto me tentei armar em super mulher e me preparava para aprender a voar, tropecei de um lance de escadas e fui parar a um pilar, do qual fui projetada contra o chão. E, acreditem, estava tudo bem no segundo que antecedeu todo este espetáculo. Estávamos a falar da aula que íamos ter a seguir, e do quão bom estava a ser receber os novos caloiros. Mas, de um momento para o outro, senti o meu mundo a desmoronar. Não vi a luz ao fundo do túnel, mas senti o medo persistente por desconhecer o que poderia advir dali.
Felizmente, fiz apenas um TCE ligeiro, sem grandes complicações. As dores ainda são bastantes e o corpo, dorido, ainda está a sofrer pela aventura em que me meti. Mas sou uma sortuda. Podia ter corrido tudo mal, mas correu tudo bem.
E isto deixou-me a pensar.
Já repararam como, numa fração de segundos, a nossa vida pode mudar tanto? Não desperdicem oportunidades, não atribuam tanto valor ao supérfluo. Vivam, aprendam, mudem, cresçam, mas sejam felizes. Sejam muito felizes. Se não sabemos o que acontecerá daqui a um minuto, nem imaginamos o que poderá acontecer amanhã. Então façam valer a pena.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Adaptar-se.

Confesso que, por vezes, a vida prega-nos tantas partidas que a vontade que sobressai é a de gritar aos sete ventos tudo aquilo que nos faz sentir mal. É desabafar com o mundo e esperar que, em parte, ele nos retribua algum conselho ou, pelo menos, partilhe um pouco dessa nossa dor, para não nos sentirmos tão sós.
No entanto, tenho vindo a aprender que, enquanto não nos adaptar-mos a nós e às nossas próprias circunstâncias, as coisas vão continuar a parecer levar o rumo errado. Temos de aprender a tirar proveito das mais pequenas coisas, daquelas que parecem monótonas. E temos de deixar, por outro lado, de atribuir tanto valor a coisas irrisórias, que em nada mudam o percurso da nossa curta passagem pela vida. 
Porque é que perdemos tanto tempo a falar sobre o que está mal? Ou a atentar sobre os erros que os outros cometem? Porque é que perdemos tanto tempo a falar da vida alheia? Afinal, o que é que cada um de nós valoriza de verdade? 
Se tem a ver com o risco que te fizeram no carro, com o "gosto" que não colocaram na tua publicação, com o facto de a internet não ter tão bom sinal como nos outros dias, ou até com o facto de seres obrigado a comer a comida fria, naquele dia, pela correria do quotidiano... então estamos mal. Estamos muito mal. Paremos de atribuir importância ao que não é, realmente, importante. Devemos dar lugar ao que nos faz bem de verdade: à família, ao amor, à aprendizagem, aos amigos, àquilo que fazemos pela nossa própria pessoa. E, quando as coisas não estiverem tão bem, depois de chorarmos (porque chorar também faz falta para o nosso desenvolvimento) devemos ser capazes de nos levantar, de arranjar estratégias para ultrapassar determinado obstáculo, e de crescer com isso, sem levar no peito a mágoa e a frustração de algum acontecimento marcante. Que carreguemos lições ao invés de dor. E que nos saibamos, sempre, adaptar às novas circunstâncias de forma saudável.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Here I am, once again.

Começou tudo outra vez. E este é um momento particularmente difícil. Estou naquela que é a minha cama durante a semana, felizmente já tenho comigo a minha almofada que me faz sentir um pouco mais perto de casa. Na noite anterior dormi apenas 2 horas. Não sei como é que hoje me mantive em pé todo este tempo, mas o que é certo é que mantive o olhar encavacado de quem não dormiu o suficiente. A luz do outro canto do quarto, bem próxima, está acesa. A minha colega de quarto está no computador, provavelmente a estudar, e eu estou desejosa que ela termine o que tem a fazer para que possa desligar tudo. Eu só consigo dormir no escuro e no silêncio. Mas assim é difícil, e torna as minhas vindas para cá um pouco mais tortuosas. Sou uma pessoa que precisa de privacidade, de estar sozinha, de refletir e de ouvir o meu próprio silêncio. Aqui perco grande parte disso e, como consequência, sinto que não sou capaz de dar o meu máximo no dia seguinte, cansada e exausta daquilo que abdico em prol dos outros. Mas as coisas acontecem porque têm de acontecer, e esta experiência há de me trazer algo, nem que seja uma lição. E que me ensine a bater o pé, a lutar por aquilo que eu quero e a não deixar que outros me passem por cima. Espero estar a conseguir tornar-me numa voz capaz de se fazer ouvir. Hei de lá chegar. Agora vou fechar os olhos, pensar em tudo aquilo que a vida me forneceu de bom, e tentar dormir. Boa noite, mundo. 

sábado, 2 de setembro de 2017

Estilo de vida saudável.

Sempre me considerei uma pessoa que opta por soluções saudáveis e práticas. No entanto, há cerca de dois anos, descobri que sou intolerante ao glúten e à lactose. Esses dois fatores estiveram na base de muitos problemas com que, hoje, sou capaz de lidar. Vi-me obrigada a dar uma volta de 180º à minha rotina alimentar. E, primeiro que acertasse com a coisa, foi preciso cair algumas vezes. 
Neste momento, estou orgulhosa daquilo que consegui alcançar e do quanto progredi com esta mudança. Não tem a ver com perda de peso, mas com melhoria de autoestima e, convinhamos, menos idas ao hospital. Deixo-vos aqui um conjunto de opções saudáveis que não deixam de satisfazer os nossos desejos. No meu caso, adapto as receitas para que sejam sem glúten e sem lactose, contudo, vocês devem adaptá-las àquilo que o vosso organismo precisa. Estejam atentos às pequenas coisas que ele vos diz. Podem ser saudáveis readaptando e substituindo alimentos. Não deixem nunca de comer e lembrem-se que o verdadeiro sentido da palavra "dieta" consiste numa alimentação ponderada e saudável, adaptada às necessidades de cada um. Sejam felizes no vosso próprio corpo.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Bem-vindo, setembro.

Setembro é o mês dos recomeços, das novas oportunidades. É o mês que dá início a todo um ano letivo cheio de obstáculos pelo caminho. E cheio de coisas boas também. Espero que sejamos capazes de abrir os olhos às oportunidades que a vida nos oferece, e de abrir o coração para construirmos as nossas próprias histórias. Muita coisa vai mudar este mês, mas, sem criar demasiadas expectativas, vamos ser capazes de combater tudo o que vier. Força, não se esqueçam que recomeços pedem positividade. E que positividade atrai positividade.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Talvez o destino já esteja marcado.

A vida acaba sempre por nos fazer encontrar o rumo certo. E, por vezes, esse rumo inclui cair, formar algumas feridas e aprender a fazê-las cicatrizar.
Hoje foi um desses dias - em que a vida, talvez de forma um pouco mais agressiva, me decidiu mostrar que nada acontece por acaso e que, às vezes, coisas menos boas precisem de acontecer para dar lugar a coisas melhores. Ensinou-me, mais uma vez, que passamos uma vida inteira a valorizar as coisas erradas. Há tanta coisa mais significativa do que aquilo que pensamos ser importante. E é bom que a vida nos vá lembrando disso de vez em quando. Neste momento, estou consciente de que o caminho a percorrer ainda é longo, mas eu vou chegar lá. E vai correr tudo bem. E eu vou ser ainda mais feliz.

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Aceitam. Lutem. E não desistam.

Não penses que, um dia, vais crescer e a tua vida vai virar um mar de rosas, porque não vai. Tira da cabeça a ideia de que vais encontrar um príncipe encantado disposto a mudar o mundo por ti.
A vida não é assim tão fácil, e uma relação não é assim tão perfeita como alguns fazem parecer pelas redes sociais. A vida online é sempre muito diferente da realidade.
Uma relação não se baseia em agradar o outro a toda a hora e, para crescer, uma relação precisa de passar por diferentes etapas: paixão, obstáculos, controvérsias, discordâncias, amor, companheirismo, fidelidade, discussões e, entre muitas outras, destaco a cedência. Uma relação não será sempre feita de sorrisos e, às vezes, vais sentir que está tudo errado e que não era aquele o rumo que querias para vocês. Nem sempre vão concordar um com o outro. Provavelmente, num ou noutro dia, vão acordar com um humor peculiar e vão acabar por, sem querer, descarregar no outro. E, assim, as coisas vão-se acumulando. E vai custar. E, muitas vezes, não vais compreender a razão de tantas discordâncias. E vai, até, parecer que desistir é o caminho mais fácil. Mas, quando a vida te der a maturidade de que precisas, vais entender que tudo isso está bem e que tudo isso faz uma relação ser uma relação mais forte e saudável, a dois, mas com duas individualidades distintas. Dentro de todas aquelas fases que, há pouco, falava, tem de existir amor e aceitação. Assim, vão os dois perceber que crescer em conjunto é melhor do que fazê-lo sozinho. Vão acabar por rir daquilo que disseram com a cabeça quente e vão perceber que, na vossa imperfeição, foram perfeitamente feitos um para o outro.
Não desistam só porque, de vez em quando, a vida se torna mais difícil e parece que, sozinhos, causam menos estragos. Enfrentem os vossos receios, comuniquem, jamais subam o tom de voz para falar com alguém que amam. Discutam de forma saudável e aprendam a aceitar-se, não só um ao outro, mas a vocês mesmos.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Tempo.

O tempo é um dos aspetos da vida que eu aprendi a respeitar. É a sabedoria que ele nos trás que, muitas vezes, nos conforta. E é ele que nos ajuda a criar laços, que fortalece ligações e que, noutras vezes, nos afasta do que a vida já havia decidido não querer por perto.
E eu valorizo tanto tudo aquilo que o tempo nos proporciona. Alguns dão mais valor ao dinheiro, aos bens materiais, às coisas físicas. Mas outros, que fazem parte do círculo no qual eu me insiro, escolhem prestar mais atenção à atenção que os outros prestam em nós, ao tempo que abdicam para nos dar um pouco de si, às coisas que perdem para fazer nossas as suas circunstâncias. Neste momento, também queria um pouco mais de tempo. Para mim e para os outros. Para criar memórias junto dos que amo. Para amar e partilhar com outros aquilo que me faz feliz. Ainda bem que há gente que gosta tanto do tempo como eu.

sábado, 12 de agosto de 2017

Tired but happy.

E já se passou uma semana de trabalho intensivo na quinta. Tem sido uma aventura, uma experiência totalmente diferente de todas aquelas que já vivemos. Saímos de casa às 6:25h da manhã e voltamos por volta das 17h, ou das 18:30h, dependendo dos dias. Por isso, sim, tem sido intensivo. O que nos ajuda a colecionar forças para o dia seguinte é saber que são apenas 10 dias da nossa vida. E temos aprendido imenso também. Mas o melhor de tudo é poder estar com os meus primos, que desde cedo se tornaram parte muito importante da minha vida. Temos uma relação de proximidade enorme, e é ótimo criar memórias destas com eles, mesmo que seja a trabalhar, com roupa suja, cabelo despenteado e, por vezes, umas olheiras salientes.
A moral da história é que podemos, e devemos, tirar o melhor proveito de todas as experiências pelas quais passamos. Temos de dar o nosso melhor, todos os dias, porque é isso que nos vai fazer caminhar em frente, e ajudar a construir o nosso futuro eu. Ás vezes pode até custar sair da cama, outras vezes o humor não está como o costume, mas o importante é sabermos separar as coisas. Deixar os problemas e as rivalidades na gaveta lá de casa e ser a melhor versão de nós mesmos.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Quanto mais faço outras coisas, mais amo enfermagem.

Quanto mais tempo passo a fazer outras coisas, mais vontade tenho de voltar ao hospital, de segurar na mão de alguém e de mostrar que ninguém está sozinho. Já tenho imensas saudades daquela rotina fisicamente cansativa, em que me levantava cedo, deixava todos os meus problemas de parte e entrava com o pé direito no hospital, pronta para fazer alguém sorrir. E bastava que fizesse apenas uma pessoa esboçar um sorriso... sentia logo uma gratidão enorme por, pelo menos, ter mudado o dia de alguém.
Cada dia me sinto mais orgulhosa do percurso que estou a fazer e, a cada dia também, construo uma parede que me fortalece dos comentários menos positivos que ouço quando digo que estudo enfermagem. Entristece-me que, por vezes, as pessoas valorizem, apenas, o lado negativo das situações. É claro que vou passar noites em claro no hospital ao invés de dormir descansada na minha cama, é claro que vou abdicar de fins-de-semana em família, é claro que não vou estar presente em todos os natais e que, possivelmente, perderei muitas datas importantes. É claro que irei trabalhar incansavelmente e que, por vezes, as horas extraordinárias não serão remuneradas. Tudo isso é muito claro para mim. Mas também é claro que criarei outras datas importantes, que vou passar a valorizar outras coisas, é claro que vou arranjar força e tempo para todos aqueles que amo. Nada é impossível quando realmente queremos fazer valer a pena. E eu vou continuar a querer lutar pela profissão que amo. Toda a gente enfrenta obstáculos, e toda a gente arranja forma de os ultrapassar. E eu também o irei fazer: na minha vida profissional e pessoal. Não se esqueçam de colocar um pouco de amor em tudo aquilo que fazem, torna-se muito mais fácil.

domingo, 30 de julho de 2017

A depressão também é um vício.

A depressão também é um vício e, como tal, não é fácil para alguém livrar-se dela. Quando, finalmente, a vida te dá aquela boa sensação de que tudo passou... voltas, não à estaca zero, mas aproximas-te bastante dela.
Há algo em ti que faz com que te retraias da sociedade, há algo que faz com que seja incrivelmente difícil sair de casa ou arranjar forças para sair do aconchego da cama. A depressão faz com que te sintas presa ao teu próprio corpo e não deixa que a tua mente se liberte de pensamentos menos bons. No entanto, lá no fundo, tu sabes perfeitamente que essa não és tu. Tens a força e a garra necessárias para seguir em frente, enches-te de determinação mas, infelizmente, ainda há algo que te faz recuar. E é sempre assim. Vamos vivendo um dia de cada vez, uns melhores do que outros. Muitas das vezes, dá-mos um passo para a frente e dois para trás. Mas, aos poucos, vamos chegando lá.
Estou muito orgulhosa do percurso que fiz até aqui. Sinto que me estou a tornar na mulher que sempre ansiei ser. Mas a vida continua a pregar partidas e o corpo continua a cair nelas. Basta que fique dois dias em casa, praticamente sozinha e com uma rotina monótona para que tudo volte a desmoronar de novo. Tenho tentado sair de casa, passear, caminhar, espairecer, mas a verdade é que me tenho sentido sozinha. E tenho estado sozinha. Não psicologicamente, mas fisicamente. Por muito que tente ser forte, mais uma vez, quando me vejo assim, simplesmente não sou capaz. E tenho muita pena da falta de energia que demonstro, da falta de vontade em ver, estar e ser gente. Dói-me. É que, com ou sem sintomas da doença, continuamos lúcidos. Lá no fundo, sabemos quem somos e quem queremos ser. Mas eu dou muita importância ao estar e, por muito que as circunstâncias da vida nos façam "não estar", porque tem de ser, custa, e eu não sei, ainda, viver assim. Mas vou aprender a saber. Vou aprendendo que tenho de amar o meu alguém para comigo antes de amar o meu alguém para com outro alguém.
Vai ficar tudo bem. E tu, Hugo, volta rápido que eu continuo a precisar do teu abraço.

domingo, 23 de julho de 2017

Os grandes amores pertencem à vida real.

Vejo gente, de toda a parte, a trocar o mundo real pelo virtual e, por vezes, pergunto-me o que terá essa virtualidade de tão positivo que nos faça esquecer que, de facto, há um mundo para além disso?

A internet pode ser um refúgio, o local onde podemos ser nós mesmos, longe dos olhares maliciosos e das críticas alheias, o local onde podemos escrever sobre o que realmente sentimos e ser quem, verdadeiramente, queremos ser. No entanto, a internet é apenas a internet, não é o mundo em que vivemos. As boas amizades podem, sim, provir de internet, de redes sociais, mas só se cultivam lá fora, na vida, no dia-a-dia. O mesmo acontece com os grandes amores: não podemos esperar que, simplesmente, nos surja uma notificação graciosa, muito menos ansiar por esse momento. Podemos, pelo contrário, aprender a gostar de nós como somos e a acreditar que não temos de nos refugiar do mundo se é nele que queremos viver, e é com ele que pretendemos criar boas memórias. Se pretendemos grandes conquistas, então devemos objetivar grandes feitos. 
Temos de sair à rua, de ir àquele cafézinho bom do centro, de visitar aqueles amigos que já não vemos há algum tempo, de usufruir daquela boa refeição, de abraçar quem nos faz sorrir, de caminhar junto ao mar, sei lá, podemos fazer tanto por nós mesmos. Precisamos de aproveitar todas as coisas que o mundo nos oferece, pois só assim podemos encontrar a realidade e tudo o que com ela advém. 
As redes sociais podem ter muita coisa de bom, mas nunca serão capazes de viver a tua vida por ti e, muito menos, de fazê-la valer a pena. 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ele... é ele.

É humanamente impossível descrever aquilo que me fazes sentir. Não consigo, sequer, pensar numa forma plausível para descrever a segurança que me transmites. Não quero que isto se assemelhe a um daqueles capítulos precisos e concisos acerca daquilo que o amor nos faz sentir. Não quero de todo... porque são esses mesmos capítulos que nos fazem sentir como se tudo fosse perfeito. E não é. Tudo aquilo que o amor envolve está longe de ser perfeito. Pelo menos aos olhos da sociedade ou do conceito de perfeição que esta criou.
O melhor daquilo que sentimos, é que é fundado numa enorme amizade. Há um gesto de carinho e um sentido de proteção enorme que acompanha todas as nossas ações um para com o outro.
Foi ao lado dele que fui capaz de superar uma das fases mais negras da minha vida. Vou subindo mais um degrau, todos os dias, em prol de um caminho melhor
Ele é capaz de olhar nos meus olhos e perceber o que me incomoda, mesmo que eu não tenha forças para dizer o que quer que seja. Ele conhece os monstros que moram debaixo da minha cama e, principalmente, aqueles que habitam no meu subconsciente. Mas ele, ao contrário do que eu esperava, não me deixa sozinha com eles. Dá-me um daqueles abraços grandes, de todas as vezes, e promete-me, sempre, que eu não vou estar sozinha. E acreditem que, às vezes, eu sou a pior companhia do mundo. Mas ele compreende-me melhor que eu mesma, e dá-me oportunidades que eu nunca me ousei dar. 
Deixei de ter medo daquilo que poderia fazer. Deixei de pensar no que poderia ser ou no que poderia ter sido. Passei a ter um olhar mais atento sobre o presente e aquilo que ele me dá. Já não deixo, tantas vezes como antes, uma luzinha acesa no fundo do quarto. Aos poucos começo a assistir a realidades parecidas com as minhas, e confesso que ainda tenho medo das coisas que isso me faz recordar, mas vejo. Vejo porque é importante e porque também crescemos com o crescimento dos outros. Deixei de ter medo de chorar sem razão alguma. É que, com ele, tenho a oportunidade de não ter de dizer absolutamente nada. Ele não me exige uma explicação. Não me julga. Não critica as lágrimas sem sentido e fornece-me o espaço de que preciso para fazê-las secar.
Temos uma ligação inigualável, uma ligação que eu não sou capaz de explicar. Somos cúmplices das partidas que a vida, de vez em quando, nos prega. Mas ultrapassámo-las em conjunto.
Só espero que a ligação seja suficientemente forte para que possamos viver muitos momentos juntos. Sei que aquilo pelo que passamos nos tornou mais fortes, mais unidos, e, às vezes, é difícil descolar um do outro. Mas, aos poucos, vou aprendendo a não ter medo de voar sozinha. E agradeço-lhe, do fundo do coração, por me incentivar todos os dias a ter vontade de continuar.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Algumas cicatrizes ficam para sempre.


Embora o tempo passe e, apesar da partida de algumas pessoas ou do apagar de alguns obstáculos, algumas feridas continuam a cicatrizar. Ainda há um pequeno vazio ao lembrar. Talvez haja sempre. Por muito que me considere uma pessoa feliz, com um milhão de razões para sorrir, uma parte de mim já bateu lá no fundo, e permaneceu no mesmo local por muito tempo. Ainda me dói quando me recordo. Tento sorrir disfarçadamente como se me fosse indiferente, mas não é. A ferida está lá, levaram um pouco de mim quando me mentiram, me humilharam, e me fizeram acreditar que tudo estaria melhor se eu não existisse. Eu sei que nunca vou ser capaz de recuperar esse pedaço de mim que perdi. Mas, aos poucos, estou a reconstruir-me, e esse vazio que encontro é a desculpa para não cometer os mesmos erros do passado, para fazer melhor e ser mais forte desta vez. Desta vez e sempre. Não vou fracassar quando me aparecerem obstáculos semelhantes, não agora. Não sei que rumo teria levado a minha vida se as pessoas certas não tivessem sido colocadas no meu caminho, sei apenas que nada acontece por acaso. E hoje sou uma pessoa mais forte. Uma pessoa que ainda chora ao sentir as cicatrizes do passado ou as dores que vivi em tempos. Mas, sem dúvida, uma pessoa mais forte, com um escudo muito diferente de outrora.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Quando a imaginação falha.

Há dias em que a imaginação falha. E eu tenho tido muitos desses dias ultimamente. Tenho uma vontade enorme de escrever, e quero fazê-lo sobre imensas coisas. O problema é que tenho demasiadas ideias em mente, demasiada vontade de expressar a minha opinião. É que este é o melhor sítio para sermos nós mesmos. E é aqui que eu me sinto bem a escrever, a deitar tudo cá para fora. Sabe bem e faz bem. Mas, a verdade, é que na hora de escrever, parece que as coisas deixam de fazer sentido no papel. A caneta leva outro rumo e sinto que nada do que tenho a dizer irá interessar a alguém. Por isso paro, apago, volto a escrever e apago de novo.
Pode ser que estas férias me tragam uma inspiração maior e melhor. Vamos ver.

terça-feira, 27 de junho de 2017

E assim se passaram 2 anos.


E parece que chegou ao fim. Assim de repente, dois anos se passaram. Ainda não estão totalmente concluídos, mas hoje foi o último dia de estágio. Depois de 5 meses intensivos, de 8h de trabalho cobertas de afazeres, todos os dias, finalmente temos o nosso merecido descanso. Mas de certeza que me vou cansar depressa desse descanso. Apesar de todo o sacrifício, não trocava isto por nada, e vou sentir, todos os dias, saudade de tocar na mão do outro para o acalmar ou de olhar nos olhos de outra pessoa que, tão carinhosamente, nos agradece pela nossa presença sem dizer absolutamente nada. Vou ter saudades de tudo mas, principalmente, das pessoas que nos deixavam com a lágrima no olho porque não nos queriam abandonar, e das pessoas que, tristes e, às vezes, sozinhas, deixamos ficar naquelas camas de hospital, com a certeza de que a vida pode ser injusta.
Vou ter, até, saudades daquelas pessoas com um feitio especial e que, por vezes, nos mandavam ir dar uma grande volta. Teria sido diferente sem elas, teria sido monótono e haveria muito menos sentido de humor.
Enfim, foi um misto grande de acontecimentos e um maior ainda de sentimentos. Mas foi mais uma etapa. Agora, estou ansiosa que venham as férias, e que eu as possa desfrutar da melhor forma ao lado dos meus. E depois? Depois são só mais 2 anos, que de certeza passarão como estes 2 outros que passaram, que nem uma rajada de vento.
Tenho muito orgulho no meu percurso, e agradeço a quem quer que seja que me tenha dado tanta força e vontade de seguir em frente. As coisas acontecem, sempre, por uma razão mais forte.

segunda-feira, 19 de junho de 2017

It's just a little more.

Está quase. Estou na reta final daquele que, até aqui, foi a ano mais difícil em toda a minha vida como estudante. Aconteceram imensas coisas, tanto na vida pessoal como académica, que me fizeram ter vontade de desistir. Mas é uma vontade daquelas que dá e passa. Com o tempo, percebi que as coisas más acontecem para que valorizemos as boas. Aprendi que a vida será sempre injusta - a nível profissional ou pessoal. Há dias em que não nos apetece minimamente sair da cama, outros em que sabemos que certas ações não valerão a pena e, ainda, outros que nos farão sentir revoltados, com vontade de gritar com mil vozes aos ventos. 
Mas, com o tempo, aprendi que nada disso importa. Aprendi que somos muito mais felizes, e muito mais crescidos, quando desvalorizamos certas coisas. Aprendi a sorrir para os meus doentes, como se a minha vida fosse um sonho daqueles em que não queremos acordar, mesmo quando, na minha cabeça, se passam um bilhão de coisas. Aprendi que um sorriso ou um pequeno gesto muda tudo na vida de agluém. Aprendi que chatices, confusões e "diz que disse" só servem para atrapalhar. Aprendi a engolir muito em seco, e a ter de disfarçar a frustração. Mas também aprendi que tudo isso me tornou mais forte. Estou orgulhosa de mim por ter, quase, concluído mais um ano sem nunca cair sem ter arranjado forças para me levantar. Fui mais forte, e encarei cada dia como uma nova oportunidade. Espero, sinceramente, aglomerar todas as forças de que preciso para mais dois anos. Espero que estas duas semanas passem rápido, mas que eu as saiba aproveitar da melhor forma e que, no fim, saiamos todos recompensados. Foi um ano de muita aprendizagem, de muitas lições e de muita gratidão. Nunca tive tanta certeza de que aquilo que faço é o que vou continuar a querer fazer. Agora, que venham as férias, porque estamos todos a precisar do cheiro a maresia e dos banhos de sol.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Preciso de sol, mar e boas energias.

Preciso, desesperadamente, de férias. Por muito que ame o que faço, esta rotina que dura há 5 meses está a tornar-se desgastante. Durante uma semana inteira, é levantar às 6:40h, preparar-me, seguir para o hospital, sair do hospital por volta das 16:30h, voltar para casa, estudar, pesquisar, fazer trabalhos... E dormir. Pelo meio faço umas quantas chamadas a matar saudades e envio umas mensagens com sabor a "queria que estivesses aqui'. E tem sido sempre assim. Os fins de semana, esses, parece que voam. Às vezes nem os sinto passar, quando dou por mim ja é domingo e estou eu, na cozinha, a preparar a comida e uns tapwares sem fim para toda a semana. Cansa, desgasta, satura. Ando por aí que nem um zombie saído daqueles filmes assustadores. Preciso de ferias, de repor energias, se acordar cedo porque quero aproveitar o dia e não por obrigação. Preciso de sol, de passeios matinais e de gelados ao final do dia. Preciso de aprender a não desanimar nos últimos cartuchos. Preciso de continuar a ser forte, e de não ter vontade de  desistir quando estou tão perto do final. 

domingo, 28 de maio de 2017

A boa notícia é que está quase.

Está quase a acabar. É só mais um mês. Mais um mês de viagens para cá e para lá, mais um mês de saudades e momentos de nostalgia. Tem sido o ano mais difícil de sempre. O curso tem sido puxado, e o estágio ainda mais. Os nossos orientadores são as pessoas mais exigentes que alguma vez conheci, no entanto, acho que estamos no rumo certo. Com muito estudo, muita dedicação, muito cansaço, mas no rumo certo. Muitas das vezes chego a casa sem sentir os calcanhares, com uma dor terrível no meu joelho defeituoso, uma dor de cabeça das grandes porque as lentes já pesam nos olhos, uma vontade praticamente nula de pegar nos livros e estudar aquela patologia da qual já não me recordava, e uma vontade enorme de voltar. Mas, para além disso, também chego a casa, dia após dia, com o coração cheio. As vozes que ficam são as que me agradecem por fazer o que me compete. Não esperava receber nada em troca, nunca esperei, mas claro que a sensação é ótima quando, no final do dia, alguém te diz "obrigada por me teres ajudado". É, compensa tudo.
E eu não sei como é que vou aguentar outros 2 anos longe de casa... mas se consegui até aqui, tenho de arranjar os motivos para o continuar a fazer.
Tenham todos um ótimo domingo, e saibam sempre agradecer pelas pequenas coisas.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

E que a semana passe rápido.

Esta semana sofro pelos meus. Tenho saudades deles mas, ainda acima disso, tenho imensa pena de não poder estar junto dos meus nos momentos que eles mais precisam. Sinto que devia estar lá com eles, a abraçá-los, a dizer parvoíces ou a não dizer nada de todo. Queria só poder estar pertinho deles. É que eu sofro quando os vejo sofrer. E, desta vez, chegou tudo ao mesmo tempo. Não sei como, não percebo como. Mas a vida é assim - uma grande montanha russa cheia de altos e baixos.
Espero, do fundo do coração, que todos estes "baixos" os façam acordar com mais força diariamente, e que eles nunca se esqueçam que o meu coração está sempre com o deles.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Um sabor a "quero voltar".

Sei que tenho de me manter positiva, mas esta semana tem um saborzinho a "quero muito voltar para casa". Acho que o meu grande mal, é vir já mal disposta, e contar de imediato os dias para ir embora. Mal subi as escadas da camioneta, perspetivei que esta semana seria difícil de passar - e que mal fiz eu. Agora, estou a contar, não só os dias, mas as horas para que esta semana passe rápido e eu esteja envolvida no abraço reconfortante dos meus outra vez.
Eu sei que tenho de ser forte, e eu juro que tenho tentado manter os pés bem assentes na terra. Sei que está a acabar e que é apenas um último esforço - mas, convinhamos, os últimos esforços são sempre os mais dolorosos. É que eu preciso muito de estar perto da minha família, de dar de caras com o rosto mal humorado do meu irmão todas as manhãs, de ouvir a minha mãe a lembrar-me que tenho de comer, de ouvir as histórias, às vezes repetidas, do meu pai, de olhar nos olhos do Hugo (é que aqueles olhos dizem muito). Sei lá, sou uma lamechas incurável e vivo para os meus, por isso, é-me tão difícil chegar a casa, depois de um dia de trabalho, e não os ter por perto.

domingo, 14 de maio de 2017

O nosso dia.

Sei que, por vezes, se torna um pouco descabido contarmos os dias de namoro. Mas não é, de todo, algo que faça todos os dias, ou que me lembre a toda a hora. Apenas considero bonito. É bom ligar o telemóvel de manhã e ver que é dia 14. É bom quando, de repente, me aparece um calendário à frente e eu me apercebo, baixinho para comigo: "Ah, é dia 14!". É que penso em todos os momentos que fizeram levar mais um mês avante, e isso deixa-me de coração cheio. E é de olhos brilhantes que afirmo que foste a melhor coisa que me aconteceu na vida.
Pensar em nós é como pensar na vida e nos obstáculos... Juntos, superamos tudo. E é com calma, com muita paciência, com algumas cedências, mas acima de tudo com muita amizade e muita vontade de contruir um futuro juntos, que os meses vão passando, um por um.
Já lá vão 28. E eu espero que esse número se continue a multiplicar e que possamos, sempre, contar com uma nova história, uma nova lição e mil e uma novas lembranças. Obrigada a ele, que nunca desiste de mim, mesmo quando a distância insiste em deixar o coração apertadinho.

Obs: Imagem retirada do tumblr.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Porque cada vez é mais difícil estar longe de casa.

Acreditem, isto de estudar numa cidade diferente, não é assim tão bom quanto dizem. Implica muita coisa, muitas mudanças, muitas saudades e muita força de vontade.
É bom, tem as suas coisas boas e torna-nos mais fortes, no entanto, com o passar dos dias, também nos destrói um bocadinho por dentro. Perdemos almoços em família, saídas com amigos, cafés em esplanadas nas noites quentes de verão... enfim, um monte de coisas. Mas também passamos a perceber quem está realmente connosco, quem se interessa de verdade.
Fazemos alguns sacrifícios, e tudo isso para quê? Para passar noites a estudar, para não conseguires adormecer porque vives numa residência e há um monte de miúdas histéricas a subir as escadas de madrugada, porque te queres deitar cedo e a tua colega de quarto insiste em manter a luz acesa, porque deixas de ter privacidade, porque te passas a sentir sozinha num sítio cheio de gente, com a qual não te identificas. É difícil. E acredito que se não fosse por gostar tanto daquilo que faço, já teria desistido. Mas a vida é assim mesmo, e um dia tudo vai valer a pena.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Maio e os seus últimos cartuchos.

Está um novo mês a começar, e eu devo confessar que os últimos cartuchos são sempre aqueles que mais demoram a passar. Já só faltam mais dois meses para que termine o meu segundo ano de universidade - mais dois meses de estágio, e já está. E sei que serão dois meses extremamente cansativos. Vou ter muitas saudades de casa, muitas saudades dos meus e, de vez em quando, é provável que encontre uma lágrima no canto do olho. É que, apesar de estar perto de terminar o ano letivo, nesta altura há todo um acumular de tensões, de emoções, de stress e de vontade de deitar, fugir e descansar.
Espero que passe rápido. Que o tempo passe a voar e que o trabalho seja, como até aqui, a coisa mais gratificante que recebi na vida. Sei que ainda tenho muito que batalhar, mas espero que este segundo estágio traga ainda melhores perspetivas. Darei o melhor de mim. Chegarei cansada a casa todos os dias, mas vou trazer no peito uma coisa chamada "orgulho".
E agora? Agora é hora de enfrentar os medos, de deixar os receios no cantinho da mesa, de levantar, de lavar as lágrimas que teimam em surgir quando a saudade aperta e de abrir a janela. Vamos deixar que o sol entre e vamos levar sorrisos a quem mais precisa deles.

sábado, 29 de abril de 2017

Amor? Amor.

Amor é vulnerabilidade. Amor é viver na certeza de que nunca teremos certezas. Amor é dar ao outro a chave de todas as portas e, ainda assim, confiar que ele não as abrirá sem a tua permissão. Amor é liberdade. É permitir que o outro faça as suas próprias escolhas e é deixar que tu decidas por ti. Amar não é tão complicado assim - complicados somos nós. Amor é não exigir do outro aquilo que ele não é, mas é deixar a pessoa descobrir-se. Amor é saber ter medo. É não ter medo de ter medo. O amor trará sempre receios, dias chuvosos, obstáculos, opiniões contrárias e perspetivas diferentes. No entanto, enquanto houveram mais coisas boas do que más, será amor. E tudo se supera, tudo cresce com amor.
E a determinado ponto, sem que te apercebas, dás ao outro a capacidade de te destruir - porque foram confidentes, porque foram companheiros e porque se tornaram fiéis um ao outro. E o amor é isso, é confiar que o outro nunca será capaz de te magoar conscientemente ou de usar as tuas palavras contra ti. O amor é a melhor dádiva que a vida nos deu.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Porque o amanhã não está garantido.

Tomar algo por garantido - um dos maiores erros da espécie humana.
Enquanto crianças, achamos sempre que vamos chegar a casa, no fim de um dia cheio de aulas, e vamos ter os nossos brinquedos por perto, um jantar feito pela mãe e a nossa cama feita de lençóis lavados e muito carinho.
Depois vamos crescendo e, de vez em quando, a vida bate-nos a porta com força e mostra-nos que nem tudo o que é tem de ser. Começam a surgir obstáculos e a desaparecer aquilo que, antes, considerávamos garantido. As coisas passam a mudar dia após dia e as nossas perspetivas também se alteram, porque a vida assim o obriga. Hoje temos uma coisa, e amanhã deixamos de ter.
Apesar de tudo isto, parece que não aprendemos a lição. Depois de todos os avisos, de todas as partidas, continuamos a achar, bem lá no fundo, que "só acontece aos outros". Pois bem, todos nós somos feitos de "os outros". E todos nós devemos, urgentemente, aprender a dar valor àquilo que temos. Às amizades que fazemos, aos abraços que nos dão e aos olhares que dizem o que a boca não consegue. Abraça aquela pessoa, compra aquilo que tanto queres e dá a alguém aquilo que já não precisas. Faz feliz quem te faz feliz. Corre e vai mostrar à tua avó que nunca te esqueces dela. Mostra ao teu pai que ele também sabe ser um herói e diz à tua mãe que ela é a melhor amiga do mundo. Deixa um bilhete ao teu irmão e relembra-o do quão parvo ele é, acredita que ele vai perceber que não vives sem ele. Liga aquele teu amigo e marca um café, chama o teu namorado e abraça-o como se o mundo fosse acabar amanhã. Não deixes nada por dizer, nada por fazer, nada por contar. Guarda os melhores momentos para ti e lembra-te, sempre, que amanhã pode ser tarde demais.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Férias: podem ser muito boas, ou muito más.

Esta semana estou de férias. Vamos mudar de especialidade, no estágio, e, portanto, deram-nos uma semana de descanso. Quando voltarmos, teremos de nos habituar a uma nova equipa, a novos colegas e a um novo serviço. E está tudo bem. No início vai custar um pouco, mas depois acabamos por nos acostumar.
Mas, desta vez, estou aqui para falar de férias... ou, mais propriamente, do quão boas ou más elas se podem tornar. Enquanto estudantes, não paramos de pensar no merecido descanso, naqueles dias bons de verão e no sol a pousar no nosso rosto, sem pressas, sem trabalhos e sem partidas. No entanto, quando essa tão desejada altura decide aparecer, por várias circunstâncias, pode não ser tudo como esperavas. Os teus planos são um pouco abalados, de vez em quando. As férias são ótimas e fazem-nos muito bem, contudo, às vezes, trocam-nos as voltas. Quando dás por ti, já se passaram quatro dias e tu nada fizeste do que estar em casa... sozinha. A vida torna-se monótona, e algumas pessoas sabem o que o tempo a mais faz à nossa mente. Por muito que tentemos manter o rumo correto, a certo ponto, perdemo-nos. Perdemo-nos na solidão de nós mesmos e na rapidez com que a vida insiste em passar. Destruímos a maior parte do nosso tempo a pensar no que teria sido, ou a pensar somente. E isso magoa-me. Destrói-me. Destrói-me voltar a ter tempo para pensar nos obstáculos do passado... tanto que, por vezes, só queria ter a mente ocupada com o trabalho, por muito duro que ele se torne.
Queria férias de verdade, na verdade.
Ps: Acho que não se pode ter tudo, não é assim?

sábado, 22 de abril de 2017

Manhãs bagunçadas.

As manhãs bagunçadas são as que mais aprecio. Aquelas em que acordamos, não sabemos bem se nos levantamos ou continuamos na cama a pensar no futuro. Aquelas em que fazemos o pequeno-almoço e o tomamos sem pensar muito no que virá depois, ou na pressa que costumamos ter. Gosto de manhãs assim - sentada na cama, a escrever, a ouvir música e a sentir o sol radiante lá de fora. Gosto que não tenhamos de acordar cedo porque o dever chama, mas sim porque nos apetece. Gosto de estar de pijama, de me sentir confortável e de acreditar que o mundo é meu, por quanto tempo quiser. Que venham mais manhãs assim e que o sol continue a brilhar.

terça-feira, 18 de abril de 2017

Já fui um livro aberto.

Um dia, fui um livro aberto. Permiti que virassem as minhas próprias páginas como bem entendessem, encontrava-me sempre disponível, não só para ouvir, como falar das minhas experiências, na esperança de que isso pudesse ser útil para alguém.
Hoje, um pouco mais amadurecida, percebi que nem todos merecem conhecer a minha história. O mundo não vai ficar melhor porque eu deixei que outros entrassem no meu livro. Por vezes a sociedade, quando sabe demais, tenta destruir-te. Embora acredite que, na maioria das vezes, as pessoas o façam de forma inconsciente.
Escolhi fechar o meu livro e deixar que, quem realmente merece, o descubra com o tempo. Sem pressas, sem páginas por ler, e com muita vontade de criar mais histórias, mais memórias.
Não deixem, nunca, que outros escrevam a vossa história, e não permitam que alguém tenha o discernimento de vos amar menos que vós mesmos. Merecemos mais, e merecemos muito. Merecemos uma história escrita e contada por nós. Somos o que sentimos e não o que outros lêm. Lembrem-se sempre disso e descubram novas páginas do vosso livro todas as manhãs.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O sol está a chegar e não faltam motivos para sorrir.

O sol tem espreitado e talvez tenha vindo para ficar. Dizem por aí que ainda virão uns dias de chuva, mas como não há arco-íris sem um pouco de chuva, tudo bem.
É sempre bom quando olhamos pela janela, logo pela manhã, e vêmos o sol que nos espera - ilumina-nos, faz-nos subir a autoestima, dá-nos outra vontade de enfrentar o dia.
E dias de sol são sempre bons para sorrir... pensem nos passeios à beira-mar, nos cafés com os amigos em esplanadas, quando a lua se põe, nas churrascadas em família, nos jantares no jardim, nos passeios matinais e na vontade um pouco mais acrescida que o sol nos dá de fazer exercício físico. O sol é bom e faz-nos bem. Por isso, aproveitem cada minuto. Dentro e fora do trabalho, sozinho ou acompanhados, antes ou depois de estudar... façam tudo o que vos compete, mas desfrutem, porque dias destes não duram tanto assim.
Ps: parece que amanhã vai chover... espero que a vontade de enfrentar o dia permaneça.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Porque hoje foi um dia bom.

A vida está coberta de injustiça. As pessoas nem sempre vão ser boas para as outras, e existirão mais obstáculos sempre que derrubarmos um. E muitas vão ser as vezes em que a maior vontade será gritar... gritar ao mundo e dizer que isto ou aquilo não está certo.
Mas, por vezes, vamos ter de ser mais fortes do que isso. Vamos ter de nos encher de dignidade e, talvez pretendendo ser um pouco mais crescidos, vamos ouvir, fazer por não dizer nada e, acima de tudo, dar o nosso melhor. E as coisas nem sempre serão fáceis... mas vamos ter de enfrentar isso e dizer para nós mesmos: "Eu consigo."
Porque, às vezes, estamos melhor calados. Porque também demonstramos a nossa maturidade nas coisas que não dizemos.
As coisas vão passar a correr bem quando fizermos por isso, quando, apesar de tudo, enchermos o peito de vontade, o coração de bondade e os músculos de força. E eu sei que, depois disso, seremos recompensados. Depois, existirão dias como este - em que, finalmente, somos elogiados pelas coisas que fazemos.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Ele não é uma estrela no céu, é uma estrela nas nossas vidas.

Sentimos a tua falta, avô.
Faz-nos falta a tua calma, a tua paz e a tua serenidade. Faz-nos falta o teu sorriso quente e o teu olhar de aconchego. Não dizias muito, mas mandavas sempre as tuas piadas, sorrias sempre quando se falava de amigos e falavas sempre coberto de carinho, mesmo nos dias que não eram tão bons assim. Estavas sempre pronto a estender a tua mão a quem quer que fosse. E eu agradeço por todos esses ensinamentos. Ajudaste a construir tudo aquilo que somos hoje. Se somos pessoas melhores, isso também se deve a ti.
Não sei onde estás agora, mas acredito que, de uma maneira ou de outra, sejas capaz de sentir aquilo que te dizemos baixinho. Espero que saibas que temos orgulho na pessoa que nunca deixarás de ser nos nossos corações. Obrigada por teres deixado tantos amigos, tantas coisas boas e tantos motivos de orgulho. Obrigada por chamares "Ana" a todas as netas e por nos fazeres sentir que família é amor.
Fazes-nos falta.

domingo, 26 de março de 2017

E que venha força para mais uma semana.


E mais uma semana se avizinha. O fim-de-semana, como sempre, passou num piscar de olhos. Desci da camioneta para voltar a entrar logo a seguir. E, agora, apercebo-me do quão rápido tudo passou. Não só o fim-de-semana, mas a semana, o mês... a vida. É irónico o facto de desejarmos que a semana passe a correr e o fim de semana lentamente. Queremos que chegue rápido a sexta-feira, mas queremos, por outro lado, que a vida vá passando por nós devagarinho. Queremos tudo sem ter nada, e temos tudo sem saber.
Que sejamos capazes de tirar o melhor proveito da semana, e que a transformemos num bom motivo para esperar um ótimo fim-de-semana.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sou metade lua e metade terra.

Sou pessoa de amizades, de gente, de grandes gargalhadas, de histórias vividas em grupo e de memórias que enchem o coração.
Mas, à parte de tudo isso, preciso de tempo comigo e para mim - tempo para me conhecer, para refletir e para perceber o quanto mudei, dia após dia. Gosto do meu canto, de ficar a sós comigo mesma e do meu pequeno mundo. Gosto de jantar sozinha de vez em quando, e de o fazer enquanto faço outras coisas de que gosto - enquanto vejo uma série, vagueio pelo blog, pelo tumblr, ou ouço aquela música que esteve na minha cabeça todo o dia. Estar comigo, de vez em quando, ajuda-me a pensar, a saber e a sentir melhor. Preciso de tempo para aprender a gostar de mim. Para falar sozinha, para refletir acerca daquilo que foi o meu dia. Gosto de perspetivar o que posso mudar, e gosto também de sentir muita coisa, que realmente preciso de sentir, sozinha, no meu espaço e na minha paz. Sou assim, metade de mim pensa com o coração e a outra com a cabeça, sou metade lua e metade terra. Sou uma pessoa um pouco diferente todos os dias. E que a vida nos continua a mudar... para melhor.

domingo, 19 de março de 2017

Enquanto quiseres, a vida vai surpreender.

Apercebi-me de que, quando batemos com o pé no chão e pedimos a nós mesmos por uma mudança, as coisas mudam. Tem sido tudo muito difícil - o estágio, a semana cansativa, as viagens longas, o estudo, o pouco tempo que passo com a família, os amigos que não vejo... enfim. Mas eu decidi aglomerar as coisas boas num saquinho, e levá-lo às costas para todo o lado.
Se, hoje, não está a ser fácil, nunca irá ser. Se hoje me custa passar apenas o sábado e parte do domingo com os meus, não sei se um dia não terei de passar meses sem os ver. Se o estágio está a ser desgastante, a vida profissional será mais ainda. E os amigos? Os verdadeiros, poucos, mas verdadeiros, vão continuar cá. Porque a distância não muda nada e a presença é subjetiva. Escolhi ser melhor. Vou colecionar as críticas construtivas e prometo dar o melhor de mim para as mudar. Vou olhar ao espelho e sentir orgulho em mim, na pessoa e na profissional em que me estou, aos poucos, a tornar.
E nunca terei tudo. E haverá sempre um problema, uma lágrima no canto do olho e um murmúrio de saudade. Mas, enquanto eu souber sorrir, vou fazê-lo. É que, quando não há uma porta, há sempre uma janela. E, se não houver, nós inventamos.
Agora vamos ser felizes e, embora o domingo seja curto, vamos aproveitá-lo como se fosse o melhor dia da semana.
Ps: enquanto houver saudade, há vontade de voltar.

terça-feira, 14 de março de 2017

E amanhã é outro dia.

Hoje o dia não foi dos melhores. Acordei com a sensação de que não seria um dos melhores dias - e tinha razão. Tenho a cabeça demasiado ocupada com outros problemas. Problemas que estão bem longe daqui, mas que me interrompem o sono como se estivessem perto. Estava um pouco mais para baixo. Mas o dia até estava a correr bem. Pela primeira vez, fiquei responsável por 3 doentes, o dia acabou por ser uma agitação constante e um amontoar de coisas novas. No entanto, sinto que, embora receosa, fui capaz de fazer tudo o que me competia corretamente. Apesar disto, no final do turno, fui abordada por uma enfermeira que me disse que eu precisava de aprender a passar mais confiança. Disse que eu havia feito um bom trabalho, mas que era uma pessoa com falta de confiança, que passava essa insegurança para os outros. E assim fui durante toda a minha vida. Sou uma pessoa insegura, fui uma menina insegura e sei que vou continuar a sê-lo enquanto mulher. Não sei explicar a razão de assim ser, mas sei que, por muito que tenha a certeza de algo, e mesmo que tente confiar em mim e na minha capacidade, continuo receosa, insegura e com muito medo de errar. E isso está a prejudicar-me. Eu adoro o que faço, e sei que o faço bem - pelo menos esforço-me todos os dias para que isso aconteça. No entanto, uma parte de mim não consegue confiar na pessoa que vê ao espelho e vive com medo de ser repreendida. E, o pior é que, quando isso acontece, eu desabo. Desabo e passo ainda mais insegurança. Quero muito mudar isso mas, neste momento, só precisava de estar com os meus e de esquecer as coisas menos boas.

sábado, 11 de março de 2017

Dias cinzentos não fazem da vida cinzenta.

Hoje venho falar de dias cinzentos. E não me refiro às nuvens escuras ou aos pingos de água que caem lá de cima. Refiro-me aos dias solarengos, cheios de gente na rua, cheios de vontade no ar. Dias em que o mundo parece estar bem. Mas, mesmo assim, são dias que te assombram. Dias em que descobres verdades cruas, lições cruéis e aprendes o que desejavas não saber. São dias em que o mundo te cai aos pés e em que outros, por quem sentias carinho, te caem aos pés também. São dias assim que tento enfrentar com toda a garra. Luto para tentar derrubar o muro entre o meu bem-estar e aquilo que me feriu. No entanto, por vezes, estás ferida porque outro alguém se feriu. E não há muito que possamos fazer ou dizer... às vezes, as palavras cessam e a boca esquece de falar. Mas o coração não deixa nunca de sentir... e é isso que nos afeta tanto.
Ps: por trás de uma nuvem esconde-se sempre um sol.

Ele é a minha casa.

Que difícil é termos de nos despedir da pessoa que nos faz acordar com mais força todas as manhãs. Cada vez mais tenho a certeza de que é...