O fim do ano está a aproximar-se e é tempo de fazer retrospetivas.
Foi um ano em cheio. Um ano cheio de coisas boas, de boas pessoas e de lições. Foi também um ano negro para a minha família, foi o ano em que perdemos um alicerce. Mas foi, também, um ano de aprendizagem. Com tudo aquilo que a vida me ensinou estou foi, finalmente, o ano em que eu fui capaz de bater o pé. Tive coragem para me chegar à frente e falar: falei daquilo com que não concordava, do que considerava injusto e, acima de tudo, daquilo que eu queria para mim. Fiz o que eu achei melhor, não pelos outros, mas por mim, talvez pela primeira vez. Passei um verão em cheio, fortaleci a minha relação, reencontrei-me com pessoas que adoro mas que, porém, a vida decidiu afastar do meu caminho. Percebi que a distância não muda uma amizade forte, porque arranjamos sempre forma de fazer tudo como se tempo nenhum tivesse passado. Foi o ano em que fizemos voluntariado num lar de crianças e em que eu trouxe uns quantos meninos no meu coração. Percebi que precisamos de muito pouco para sermos felizes, e que a beleza das coisas está na simplicidade. Foi um ano que, acima de tudo, me dá vontade de criar mais histórias e mais momentos.
Um novo capítulo está prestes a começar e, como em todos os outros anos, só espero que seja ainda melhor. Que aprenda ainda mais, que viva a vida hospitalar ao máximo, que tire boas lições e que não me deixe dominar pelo medo. Quero conviver com os meus, aproveitar os dias de sol e os de chuva também. Quero poder sorrir e fazer todos os que me rodeiam sorrir também. Desejo, do fundo do coração, um ótimo 2017 a toda a gente. Lembrem-se que, quem faz o nosso ano, somos nós mesmos.









